Lula foi reeleito no domingo (25/10), e a segunda-feira já começou agitada nos mercados. Se você ficou com dúvidas sobre dólar, juros e seu dinheiro, calma. Vamos por partes.
Resultado do 2º turno: o que aconteceu
Com 99,9% das urnas apuradas, Lula (PT) teve 51,77% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) ficou com 48,23%, segundo o TRE-SP. Geraldo Alckmin foi reeleito vice.
Foi uma disputa apertada. E o mercado financeiro sentiu a notícia.
Como o mercado reagiu à reeleição
Boa parte do mercado apostava na vitória da oposição. Quando a expectativa não se confirma, os preços ajustam rápido.
- No pós-mercado de domingo, o EWZ, ETF que representa a bolsa brasileira em Nova York, caiu cerca de 18%. Na manhã de segunda, a queda passava de 27%.
- Na sexta (23/10), o Ibovespa fechou em 205.082 pontos e o dólar, em R$ 4,99.
- Analistas ouvidos pelo Poder360 projetavam queda de mais de 5% na abertura, dólar entre R$ 5,30 e R$ 5,50 e juros futuros subindo.
O que está em jogo na economia do novo mandato
Dívida pública e contas do governo
A dívida bruta está perto de 83% do PIB, segundo o Jornal de Brasília. Economistas estimam que estabilizá-la exigiria um ajuste de pelo menos R$ 250 bilhões em quatro anos.
Juros e Selic
A Selic está em 13,75% ao ano, segundo a mesma reportagem. Para ela cair, analistas dizem que o governo precisa mostrar um plano fiscal consistente.
Crescimento e bolso das famílias
O Boletim Focus projeta crescimento de 1,83% em 2026 e 1,32% em 2027. E 83,9 milhões de brasileiros estão inadimplentes.
Em resumo: o que vai mexer com a economia nos próximos meses não é só quem ganhou, e sim as medidas fiscais que vêm a seguir.
E os investimentos? Tesouro, prefixado ou IPCA+?
Os especialistas não concordam, e isso é normal.
- Há quem veja espaço para queda dos juros, desde que venham medidas concretas.
- Há quem veja risco de juros futuros subindo, se o mercado enxergar dificuldade fiscal.
- Em um cenário de estresse, um analista citado pela Exame considera possível prefixados perto de 14,5% ao ano e IPCA+ perto de 8%. É hipótese, não taxa de hoje.
Por isso, o mais seguro costuma ser não decidir no susto. Dias de eleição misturam notícia, emoção e preço esticado.
O que você pode fazer agora
- Revise sua reserva de emergência antes de pensar em risco.
- Evite vender tudo ou comprar tudo por impulso.
- Entenda qual parte do seu dinheiro precisa estar disponível e qual pode esperar.
- Acompanhe os próximos sinais: quem será o ministro da Fazenda, o dólar e os juros futuros ao longo da semana.
Não saber por onde começar é mais comum do que parece.
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Perguntas rápidas
O dólar vai subir com Lula reeleito?
Ninguém sabe ao certo. Analistas projetaram alta logo na abertura, mas o caminho depende das medidas fiscais e do cenário externo.
A Selic vai cair?
Pode cair, mas analistas condicionam isso a um plano fiscal convincente.
Devo mudar meus investimentos hoje?
Antes de qualquer decisão, olhe seu objetivo e seu prazo. Se tiver dúvida, converse com um profissional.
Este conteúdo é informativo e não é recomendação de investimento.