Lula Diz Ser Favorável a Reduzir a Maioridade Penal para 16 Anos em Crimes Hediondos: Entenda o Caso

Atualizado em 16/10/2026.

A redução da maioridade penal voltou ao centro do debate na reta final da eleição. O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse que apoia a medida em casos de crimes hediondos. Portanto, a fala chama atenção por contrariar a posição histórica do próprio partido.

Neste post, eu explico o que foi dito, o que está sendo discutido no Senado e o que muda daqui para frente, sem tomar partido.

O que Lula disse

Segundo a Reuters, o presidente afirmou, em entrevista à TV Globo, que é favorável a baixar de 18 para 16 anos a maioridade penal nos casos de crimes hediondos. moneytimes

Ele ressalvou que o tema não deveria ser tratado na PEC da Segurança Pública. Em suas palavras: “Eu sou favorável a reduzir para 16, mas não discutindo nesta PEC”. moneytimes

Uma mudança de posição?

A reportagem destaca que a declaração representa uma mudança em relação ao que o PT tradicionalmente defende e que a ideia enfrenta resistência dentro do próprio partido. moneytimes

O que aconteceu no Senado

A discussão ocorre dentro da PEC da Segurança Pública, proposta pelo governo. Veja a sequência, conforme o relato da Reuters:

  1. A PEC teve a aprovação concluída na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira. moneytimes
  2. O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha de Lula, apresentou uma emenda para reduzir a maioridade para 16 anos em crimes hediondos. moneytimes
  3. A emenda foi uma resposta a outra, do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que propõe 16 anos para a maior parte dos crimes e 14 anos para os hediondos. moneytimes
  4. A PEC chegou a entrar na pauta do plenário, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a retirou por falta de acordo, já que as emendas foram apresentadas de última hora. moneytimes

Comparando as duas propostas

Emenda de Camilo Santana (PT) Emenda de Rogério Marinho (PL)
Crimes hediondos 16 anos 14 anos
Outros crimes Sem mudança 16 anos na maior parte

Conceitos para entender o debate

O que é maioridade penal?

É a idade a partir da qual a pessoa responde criminalmente como adulto. No Brasil, hoje, são 18 anos. Por consequência, quem tem menos que isso responde por atos infracionais, com medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O que são crimes hediondos?

São crimes considerados especialmente graves pela lei, como o latrocínio, o estupro e certos tipos de homicídio. Sendo assim, a lista é definida em lei, o que torna importante saber exatamente quais crimes entrariam em uma eventual mudança.

O que é uma PEC?

É uma Proposta de Emenda à Constituição, o caminho para alterar a Constituição. Mas exige votação em dois turnos na Câmara e no Senado, com apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares em cada casa. Por isso, o processo costuma ser mais lento e difícil do que o de uma lei comum.

Os argumentos de cada lado

O tema divide opiniões. Sendo assim, em termos gerais, o debate público costuma girar em torno destes pontos:

Quem defende a redução costuma argumentar que:

  • Adolescentes de 16 anos já têm discernimento sobre atos graves
  • A punição atual não seria proporcional em crimes violentos
  • Há apoio de parte relevante da população

Quem é contra costuma argumentar que:

  • Adolescentes ainda estão em formação e têm mais chance de recuperação
  • Prender mais cedo pode expor jovens a facções e ao sistema prisional superlotado
  • Faltariam evidências de que a medida reduz a violência
  • A Constituição, em sua visão, protegeria a atual idade, o que gera debate jurídico

Esses pontos são generalizações do debate. Então, para formar a sua opinião, vale consultar estudos, dados oficiais e fontes variadas.

Outros temas da entrevista

Segundo a reportagem, Lula também foi questionado sobre a aprovação de seu governo, que está abaixo de 50%, e sobre o resultado do primeiro turno, em que ficou quase 2 pontos percentuais atrás de Flávio Bolsonaro. Sendo assim, ele disse assumir a responsabilidade. moneytimesmoneytimes

A Reuters também registra que o presidente afirmou não saber que o Bolsa Família ainda não havia sido reajustado, e que adversários classificaram o primeiro reajuste, anunciado dias antes do primeiro turno, como eleitoreiro. moneytimes

O que acontece agora

  • A PEC saiu da pauta do plenário e não tem data definida de votação, pelo que foi informado.
  • A emenda sobre maioridade penal depende de acordo entre os parlamentares.
  • Com o segundo turno em 25 de outubro, o tema deve continuar no debate eleitoral.

Para acompanhar o cenário, veja também nossa análise da pesquisa PoderData/Aya e o panorama do mercado financeiro.

Por que esse assunto aparece em um site de economia?

Em períodos eleitorais, o mercado acompanha de perto a agenda política, porque o clima no Congresso e as prioridades do próximo governo podem influenciar juros, dólar e bolsa. Por isso, o Notícias e Finanças acompanha os principais fatos, sempre com informação e sem tomar partido.

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Perguntas frequentes

Lula é favorável à redução da maioridade penal?

Segundo a Reuters, ele disse ser favorável à redução para 16 anos em crimes hediondos, mas ponderou que o tema não deveria ser discutido na PEC da Segurança Pública.

A maioridade penal já foi alterada?

Não. Hoje continua em 18 anos. Qualquer mudança exigiria uma PEC aprovada pelo Congresso.

O que é a PEC da Segurança Pública?

É uma proposta do governo para alterar regras constitucionais ligadas à segurança. Ela teve a aprovação concluída na CCJ do Senado, mas foi retirada da pauta do plenário por falta de acordo.

Qual a diferença entre as propostas de Camilo Santana e Rogério Marinho?

A de Camilo reduz a maioridade para 16 anos apenas em crimes hediondos. Mas a de Marinho propõe 16 anos para a maior parte dos crimes e 14 anos para os hediondos.

Conclusão

A declaração de Lula reacende um dos temas mais sensíveis da política brasileira, em plena disputa de segundo turno. Contudo isso, A PEC ainda não tem data para ser votada, e a discussão deve continuar no Senado e na campanha.

Acompanhe, compare fontes e forme a sua própria opinião.

Este texto é informativo e baseado em reportagem da Reuters, publicada pelo Money Times. Reproduzimos apenas trechos curtos, com crédito. O conteúdo do site não representa posição política do Notícias e Finanças.

 

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