Notícias e Finanças https://noticiasefinancas.com.br/ Fique por dentro das notícias de economia e mercado financeiro. Aprenda sobre investimentos e utilize calculadoras e simuladores financeiros gratuitos. Tue, 27 Oct 2026 22:53:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://noticiasefinancas.com.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-cropped-Texto-do-seu-paragrafo-1-32x32.jpg Notícias e Finanças https://noticiasefinancas.com.br/ 32 32 246102608 Lula reeleito: o que acontece até a posse de 5 de janeiro https://noticiasefinancas.com.br/lula-reeleito-posse-5-de-janeiro/ https://noticiasefinancas.com.br/lula-reeleito-posse-5-de-janeiro/#respond Tue, 27 Oct 2026 22:53:33 +0000 https://noticiasefinancas.com.br/?p=2105 Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente no domingo (25/10) e começa o quarto mandato em 5 de janeiro de 2027. Até lá, há uma série de etapas: a diplomação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a definição da equipe de ministros, a votação do Orçamento de 2027 no Congresso e a cerimônia de posse, que pela primeira vez não acontece em 1º de janeiro. Veja o calendário completo, o que cada etapa significa e o que o mercado espera desse período. O resultado oficial da eleição Segundo o TSE, o resultado do segundo turno foi: Candidato Votos Votos válidos Lula (PT) 64.256.232 51,79% Flávio Bolsonaro (PL) 59.826.041 48,21% Compareceram às urnas 128,2 milhões de eleitores, de um total de mais de 158 milhões aptos a votar. A abstenção foi de cerca de 19,2%, menor que a do primeiro turno (21,08%). O vice-presidente reeleito é Geraldo Alckmin (PSB). O resultado foi proclamado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, na noite da eleição. Lula completa 81 anos nesta terça-feira (27/10) e, ao fim do novo mandato, em 2031, terá 85. O calendário até a posse Data O que acontece Até 15 de dezembro Julgamento das prestações de contas de campanha dos eleitos Até 18 de dezembro Diplomação de Lula e Alckmin pelo TSE Até 22 de dezembro Prazo previsto para o Congresso votar o Orçamento de 2027, antes do recesso 5 de janeiro de 2027 Posse do presidente e do vice no Congresso Nacional 6 de janeiro de 2027 Posse dos governadores eleitos 1º de fevereiro de 2027 Posse dos deputados federais e senadores eleitos e início da nova legislatura A diplomação A diplomação é o ato em que a Justiça Eleitoral reconhece oficialmente os eleitos e entrega a eles o diploma, documento com o nome, o partido e o cargo. O TSE tem até 18 de dezembro para diplomar o presidente e o vice. A data exata da cerimônia ainda vai ser marcada pelo tribunal. A diplomação não dá início ao mandato, mas é uma condição obrigatória para a posse. Antes dela, a Justiça Eleitoral precisa julgar as contas de campanha dos eleitos. É também a partir da diplomação que correm os prazos para eventuais contestações na Justiça Eleitoral: Recurso contra a expedição do diploma: pode ser apresentado em até três dias após a diplomação. Ação de impugnação de mandato eletivo: pode ser apresentada em até 15 dias após a diplomação, nos casos previstos na Constituição, como abuso de poder econômico, corrupção ou fraude. O candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, afirmou que não reconhece o resultado e que vai pedir a anulação da eleição. Ele critica a decisão do ministro Cristiano Zanin de estender o horário de votação em cerca de dez estados. Qualquer pedido será analisado pela Justiça Eleitoral dentro desses prazos e regras. Por que a posse é em 5 de janeiro Desde 1995, os presidentes tomavam posse em 1º de janeiro, data fixada pela Constituição de 1988. A Emenda Constitucional nº 111, de 2021, mudou a data para 5 de janeiro a partir das eleições de 2026, e a dos governadores para 6 de janeiro. O objetivo foi tirar a cerimônia do feriado de Ano-Novo, o que dificultava a presença de autoridades estrangeiras e do próprio público. Com isso, o mandato atual de Lula, que começou em 1º de janeiro de 2023, terá quatro dias a mais. O novo mandato vai até janeiro de 2031. Como é a cerimônia de posse A posse acontece numa sessão solene do Congresso Nacional, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, conduzida pelo presidente do Senado. Os passos principais são: Compromisso constitucional: o presidente e o vice prometem “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”, como determina o artigo 78 da Constituição. Assinatura do termo de posse. Discurso ao Congresso e à nação. O Congresso não vota a posse nem confirma o resultado: o papel dele é receber o compromisso e formalizar o início do mandato. Pela Constituição, se o presidente ou o vice não assumirem o cargo em até dez dias após a data marcada, salvo motivo de força maior, o cargo é declarado vago. Haverá equipe de transição? Não da forma tradicional. A lei que criou as regras de transição de governo (Lei nº 10.609, de 2002) diz expressamente que elas não se aplicam quando o presidente é reeleito. Como o governo continua o mesmo, não há troca de equipe nem passagem formal de informações. Na prática, porém, o período até a posse costuma ser usado para reorganizar o governo: trocar ministros, redistribuir pastas entre os partidos aliados e definir as prioridades dos próximos quatro anos. A equipe econômica e o mercado A principal dúvida do mercado financeiro é quem vai comandar o Ministério da Fazenda no novo mandato. Hoje, o ministro é Dario Durigan, que assumiu o cargo em março de 2026, no lugar de Fernando Haddad. Até esta terça, não havia anúncio oficial sobre quem fica no cargo a partir de 2027. Galípolo descarta a Fazenda: o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta terça que não é cotado para o cargo, que seu mandato no BC vai até 2028 e que está “muito contente” onde está. Sinal ao mercado: Durigan afirmou ter conversado com Lula sobre a necessidade de dar um sinal ao mercado e disse que o governo tem medidas fiscais prontas. Reação dos investidores: na segunda-feira, o Ibovespa caiu 13,88% e o dólar subiu mais de 8%, refletindo a preocupação com as contas públicas. Nesta terça, o dólar devolveu parte da alta, e a bolsa caiu mais 0,51%. Veja os números no Mercado Financeiro Hoje de 27/10. Nota de crédito: a agência Moody’s manteve a nota do Brasil depois da eleição, mas alertou para o nível da dívida e dos déficits. Orçamento de 2027 e relação com o Congresso Antes da posse, o Congresso precisa votar o Orçamento de 2027,

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente no domingo (25/10) e começa o quarto mandato em 5 de janeiro de 2027. Até lá, há uma série de etapas: a diplomação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a definição da equipe de ministros, a votação do Orçamento de 2027 no Congresso e a cerimônia de posse, que pela primeira vez não acontece em 1º de janeiro. Veja o calendário completo, o que cada etapa significa e o que o mercado espera desse período.

O resultado oficial da eleição

Segundo o TSE, o resultado do segundo turno foi:

Candidato Votos Votos válidos
Lula (PT) 64.256.232 51,79%
Flávio Bolsonaro (PL) 59.826.041 48,21%

Compareceram às urnas 128,2 milhões de eleitores, de um total de mais de 158 milhões aptos a votar. A abstenção foi de cerca de 19,2%, menor que a do primeiro turno (21,08%). O vice-presidente reeleito é Geraldo Alckmin (PSB).

O resultado foi proclamado pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, na noite da eleição. Lula completa 81 anos nesta terça-feira (27/10) e, ao fim do novo mandato, em 2031, terá 85.

O calendário até a posse

Data O que acontece
Até 15 de dezembro Julgamento das prestações de contas de campanha dos eleitos
Até 18 de dezembro Diplomação de Lula e Alckmin pelo TSE
Até 22 de dezembro Prazo previsto para o Congresso votar o Orçamento de 2027, antes do recesso
5 de janeiro de 2027 Posse do presidente e do vice no Congresso Nacional
6 de janeiro de 2027 Posse dos governadores eleitos
1º de fevereiro de 2027 Posse dos deputados federais e senadores eleitos e início da nova legislatura

A diplomação

A diplomação é o ato em que a Justiça Eleitoral reconhece oficialmente os eleitos e entrega a eles o diploma, documento com o nome, o partido e o cargo. O TSE tem até 18 de dezembro para diplomar o presidente e o vice. A data exata da cerimônia ainda vai ser marcada pelo tribunal.

A diplomação não dá início ao mandato, mas é uma condição obrigatória para a posse. Antes dela, a Justiça Eleitoral precisa julgar as contas de campanha dos eleitos.

É também a partir da diplomação que correm os prazos para eventuais contestações na Justiça Eleitoral:

  • Recurso contra a expedição do diploma: pode ser apresentado em até três dias após a diplomação.
  • Ação de impugnação de mandato eletivo: pode ser apresentada em até 15 dias após a diplomação, nos casos previstos na Constituição, como abuso de poder econômico, corrupção ou fraude.

O candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, afirmou que não reconhece o resultado e que vai pedir a anulação da eleição. Ele critica a decisão do ministro Cristiano Zanin de estender o horário de votação em cerca de dez estados. Qualquer pedido será analisado pela Justiça Eleitoral dentro desses prazos e regras.

Por que a posse é em 5 de janeiro

Desde 1995, os presidentes tomavam posse em 1º de janeiro, data fixada pela Constituição de 1988. A Emenda Constitucional nº 111, de 2021, mudou a data para 5 de janeiro a partir das eleições de 2026, e a dos governadores para 6 de janeiro. O objetivo foi tirar a cerimônia do feriado de Ano-Novo, o que dificultava a presença de autoridades estrangeiras e do próprio público.

Com isso, o mandato atual de Lula, que começou em 1º de janeiro de 2023, terá quatro dias a mais. O novo mandato vai até janeiro de 2031.

Como é a cerimônia de posse

A posse acontece numa sessão solene do Congresso Nacional, no plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, conduzida pelo presidente do Senado. Os passos principais são:

  1. Compromisso constitucional: o presidente e o vice prometem “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”, como determina o artigo 78 da Constituição.
  2. Assinatura do termo de posse.
  3. Discurso ao Congresso e à nação.

O Congresso não vota a posse nem confirma o resultado: o papel dele é receber o compromisso e formalizar o início do mandato. Pela Constituição, se o presidente ou o vice não assumirem o cargo em até dez dias após a data marcada, salvo motivo de força maior, o cargo é declarado vago.

Haverá equipe de transição?

Não da forma tradicional. A lei que criou as regras de transição de governo (Lei nº 10.609, de 2002) diz expressamente que elas não se aplicam quando o presidente é reeleito. Como o governo continua o mesmo, não há troca de equipe nem passagem formal de informações.

Na prática, porém, o período até a posse costuma ser usado para reorganizar o governo: trocar ministros, redistribuir pastas entre os partidos aliados e definir as prioridades dos próximos quatro anos.

A equipe econômica e o mercado

A principal dúvida do mercado financeiro é quem vai comandar o Ministério da Fazenda no novo mandato. Hoje, o ministro é Dario Durigan, que assumiu o cargo em março de 2026, no lugar de Fernando Haddad. Até esta terça, não havia anúncio oficial sobre quem fica no cargo a partir de 2027.

  • Galípolo descarta a Fazenda: o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta terça que não é cotado para o cargo, que seu mandato no BC vai até 2028 e que está “muito contente” onde está.
  • Sinal ao mercado: Durigan afirmou ter conversado com Lula sobre a necessidade de dar um sinal ao mercado e disse que o governo tem medidas fiscais prontas.
  • Reação dos investidores: na segunda-feira, o Ibovespa caiu 13,88% e o dólar subiu mais de 8%, refletindo a preocupação com as contas públicas. Nesta terça, o dólar devolveu parte da alta, e a bolsa caiu mais 0,51%. Veja os números no Mercado Financeiro Hoje de 27/10.
  • Nota de crédito: a agência Moody’s manteve a nota do Brasil depois da eleição, mas alertou para o nível da dívida e dos déficits.

Orçamento de 2027 e relação com o Congresso

Antes da posse, o Congresso precisa votar o Orçamento de 2027, que define quanto o governo pode gastar e em quê no primeiro ano do novo mandato. O prazo previsto é até o início do recesso parlamentar, em 22 de dezembro. A votação será um dos primeiros testes da relação entre o governo reeleito e os parlamentares.

Na segunda-feira (26/10), Lula se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, que defenderam “harmonia” e “diálogo” entre os Poderes. O atual Congresso fica até 31 de janeiro. A partir de 1º de fevereiro de 2027, tomam posse os deputados e senadores eleitos em outubro.

A repercussão internacional

Vários líderes estrangeiros parabenizaram Lula pela vitória, entre eles o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O governo da China também se manifestou. Até a terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não havia comentado o resultado, segundo a imprensa.

O que muda para você até a posse

  • Nada muda de imediato: o governo segue funcionando normalmente, e programas, benefícios e regras continuam valendo.
  • Atenção ao Orçamento: o texto de 2027 define valores como o do salário mínimo e de programas sociais para o próximo ano.
  • Dólar e juros: enquanto a equipe econômica não for definida, o câmbio e os juros futuros podem continuar oscilando. Se vai viajar ou comprar algo em moeda estrangeira, acompanhe a cotação no nosso conversor de moedas.

Perguntas frequentes

Quando Lula toma posse?

Em 5 de janeiro de 2027, numa sessão solene do Congresso Nacional, em Brasília.

Por que a posse não é mais em 1º de janeiro?

A Emenda Constitucional nº 111, de 2021, mudou a data a partir das eleições de 2026, para tirar a cerimônia do feriado de Ano-Novo.

Quando é a diplomação?

O TSE tem até 18 de dezembro de 2026 para diplomar o presidente e o vice. A data exata da cerimônia ainda será marcada.

Quando os governadores tomam posse?

Em 6 de janeiro de 2027. Os deputados federais e senadores eleitos tomam posse em 1º de fevereiro.

Fontes: TSE; Exame; Tribuna de Minas; O Tempo; Metrópoles; InfoMoney; Tribuna de Minas (repercussão internacional).

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Como Calcular Porcentagem: Aumento, Desconto e Variação https://noticiasefinancas.com.br/como-calcular-porcentagem/ https://noticiasefinancas.com.br/como-calcular-porcentagem/#respond Tue, 27 Oct 2026 21:00:44 +0000 https://noticiasefinancas.com.br/?p=2001 Saber como calcular porcentagem resolve muita coisa do dia a dia: conferir se um desconto é bom mesmo, entender o reajuste do aluguel, calcular quanto o dólar subiu ou quanto sua carteira caiu. Neste guia você aprende as quatro contas que mais aparecem (porcentagem de um valor, aumento, desconto e variação), com exemplos passo a passo e o jeito de fazer cada uma na HP 12C. O que é porcentagem Porcentagem é uma forma de comparar um número com 100. O símbolo % quer dizer “por cem”. Assim, 15% significa 15 partes de cada 100, ou seja, 15 ÷ 100 = 0,15. Esse é o segredo de todas as contas: transforme a porcentagem em número decimal, dividindo por 100, e depois multiplique. Porcentagem Decimal Fração 1% 0,01 1/100 10% 0,10 1/10 25% 0,25 1/4 50% 0,50 1/2 100% 1,00 o valor inteiro Fórmulas da porcentagem Use V para o valor de partida, p para a porcentagem em decimal (15% = 0,15), Vi para o valor inicial e Vf para o valor final. O que você quer Fórmula Porcentagem de um valor V × p Quanto por cento um número é de outro parte ÷ total × 100 Valor com aumento V × (1 + p) Valor com desconto V × (1 − p) Variação percentual (Vf ÷ Vi − 1) × 100 Exemplos passo a passo 1. Porcentagem de um valor Quanto é 15% de R$ 240? 15% = 0,15 240 × 0,15 = R$ 36 2. Quanto por cento um número é de outro Você gastou R$ 45 de um orçamento de R$ 180. Quanto por cento usou? 45 ÷ 180 = 0,25 0,25 × 100 = 25% 3. Aumento Seu aluguel de R$ 1.250 vai ter reajuste de 8%. Qual o novo valor? 1 + 0,08 = 1,08 1.250 × 1,08 = R$ 1.350 Multiplicar por 1,08 já soma o aumento ao valor, sem precisar fazer duas contas. 4. Desconto Um tênis de R$ 380 está com 15% de desconto. Quanto você paga? 1 − 0,15 = 0,85 380 × 0,85 = R$ 323 5. Variação percentual Um exemplo real: na sexta-feira (23/10/2026), o dólar fechou em R$ 4,99. Na segunda (26/10), depois do resultado da eleição, fechou perto de R$ 5,40. Quanto subiu? 5,40 ÷ 4,99 = 1,0822 1,0822 − 1 = 0,0822 0,0822 × 100 = alta de cerca de 8,2% Quando o resultado dá negativo, é queda. No mesmo dia, o Ibovespa foi de 205.082 para 176.608 pontos: 176.608 ÷ 205.082 − 1 = −0,1388, ou seja, queda de 13,88%. Veja os números do dia no Mercado Financeiro Hoje de 26/10. 6. Descobrir o valor original Um produto custa R$ 270 depois de um desconto de 25%. Qual era o preço antes? Depois do desconto, você paga 75% do preço: 1 − 0,25 = 0,75 270 ÷ 0,75 = R$ 360 Como fazer na HP 12C A HP 12C tem teclas próprias para porcentagem. Você pode testar tudo na nossa HP 12C online grátis. Conta Teclas Resultado 15% de 240 240 ENTER 15 % 36 Aumento de 8% em 1.250 1250 ENTER 8 % + 1.350 Desconto de 15% em 380 380 ENTER 15 % − 323 Variação de 4,50 para 5,40 4,50 ENTER 5,40 Δ% 20 45 é quantos % de 180 180 ENTER 45 %T 25 Na HP 12C, a tecla % mostra só a parte (36). Para chegar ao valor final, aperte + ou − logo depois, como nos exemplos de aumento e desconto. Erros comuns Somar porcentagens seguidas: dois aumentos de 10% não dão 20%. Dão 21%, porque o segundo incide sobre o valor já aumentado: 1,10 × 1,10 = 1,21. Achar que desconto e aumento iguais se anulam: um produto que cai 20% e depois sobe 20% termina 4% mais barato: 0,80 × 1,20 = 0,96. Esquecer que recuperar uma queda exige mais: depois de cair 13,88%, o Ibovespa precisa subir cerca de 16,1% para voltar ao ponto de partida (1 ÷ 0,8612 − 1 = 0,161). Confundir porcentagem com ponto percentual: se a Selic passa de 10% para 12%, ela subiu 2 pontos percentuais, mas isso é um aumento de 20% na taxa (12 ÷ 10 − 1 = 0,20). Exercício para treinar Uma TV custa R$ 2.400. Na semana anterior à Black Friday, a loja aumenta o preço em 10%. Na Black Friday, anuncia “25% de desconto”. Qual o preço final, e qual foi o desconto de verdade em relação ao preço original? Ver a resposta Resposta: 2.400 × 1,10 × 0,75 = R$ 1.980. Em relação aos R$ 2.400 originais: 1.980 ÷ 2.400 − 1 = −0,175. O desconto real foi de 17,5%, e não de 25%. Perguntas frequentes Como calcular porcentagem na calculadora do celular? Multiplique o valor pela porcentagem em decimal. Para 30% de 89,90, digite 89,90 × 0,30 = 26,97. Para saber o preço com 30% de desconto, faça 89,90 × 0,70 = 62,93. Como calcular quanto por cento um valor aumentou? Divida o valor novo pelo antigo, tire 1 e multiplique por 100. De R$ 50 para R$ 60: 60 ÷ 50 − 1 = 0,20, ou seja, aumento de 20%. Qual a diferença entre porcentagem e ponto percentual? Ponto percentual é a diferença simples entre duas taxas (de 10% para 12% = 2 pontos). Porcentagem mede quanto essa diferença representa sobre a taxa inicial (2 ÷ 10 = 20%). Notícias de juros e inflação usam muito os pontos percentuais. Como tirar 10% de um valor de cabeça? Ande uma casa com a vírgula para a esquerda: 10% de 350 é 35. A partir daí fica fácil: 5% é a metade (17,50) e 20% é o dobro (70). Leia também Matemática Financeira: O Guia Completo para Iniciantes, o ponto de partida da trilha. Próximo post da trilha: Juros Simples: O Que É, Fórmula e Exemplos (em breve). Calculadora HP 12C online grátis, para praticar as contas deste post. Conteúdo educativo. Os exemplos com dólar e Ibovespa usam os fechamentos de 23/10/2026 e

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Saber como calcular porcentagem resolve muita coisa do dia a dia: conferir se um desconto é bom mesmo, entender o reajuste do aluguel, calcular quanto o dólar subiu ou quanto sua carteira caiu. Neste guia você aprende as quatro contas que mais aparecem (porcentagem de um valor, aumento, desconto e variação), com exemplos passo a passo e o jeito de fazer cada uma na HP 12C.

O que é porcentagem

Porcentagem é uma forma de comparar um número com 100. O símbolo % quer dizer “por cem”. Assim, 15% significa 15 partes de cada 100, ou seja, 15 ÷ 100 = 0,15.

Esse é o segredo de todas as contas: transforme a porcentagem em número decimal, dividindo por 100, e depois multiplique.

Porcentagem Decimal Fração
1% 0,01 1/100
10% 0,10 1/10
25% 0,25 1/4
50% 0,50 1/2
100% 1,00 o valor inteiro

Fórmulas da porcentagem

Use V para o valor de partida, p para a porcentagem em decimal (15% = 0,15), Vi para o valor inicial e Vf para o valor final.

O que você quer Fórmula
Porcentagem de um valor V × p
Quanto por cento um número é de outro parte ÷ total × 100
Valor com aumento V × (1 + p)
Valor com desconto V × (1 − p)
Variação percentual (Vf ÷ Vi − 1) × 100

Exemplos passo a passo

1. Porcentagem de um valor

Quanto é 15% de R$ 240?

  • 15% = 0,15
  • 240 × 0,15 = R$ 36

2. Quanto por cento um número é de outro

Você gastou R$ 45 de um orçamento de R$ 180. Quanto por cento usou?

  • 45 ÷ 180 = 0,25
  • 0,25 × 100 = 25%

3. Aumento

Seu aluguel de R$ 1.250 vai ter reajuste de 8%. Qual o novo valor?

  • 1 + 0,08 = 1,08
  • 1.250 × 1,08 = R$ 1.350

Multiplicar por 1,08 já soma o aumento ao valor, sem precisar fazer duas contas.

4. Desconto

Um tênis de R$ 380 está com 15% de desconto. Quanto você paga?

  • 1 − 0,15 = 0,85
  • 380 × 0,85 = R$ 323

5. Variação percentual

Um exemplo real: na sexta-feira (23/10/2026), o dólar fechou em R$ 4,99. Na segunda (26/10), depois do resultado da eleição, fechou perto de R$ 5,40. Quanto subiu?

  • 5,40 ÷ 4,99 = 1,0822
  • 1,0822 − 1 = 0,0822
  • 0,0822 × 100 = alta de cerca de 8,2%

Quando o resultado dá negativo, é queda. No mesmo dia, o Ibovespa foi de 205.082 para 176.608 pontos: 176.608 ÷ 205.082 − 1 = −0,1388, ou seja, queda de 13,88%. Veja os números do dia no Mercado Financeiro Hoje de 26/10.

6. Descobrir o valor original

Um produto custa R$ 270 depois de um desconto de 25%. Qual era o preço antes?

  • Depois do desconto, você paga 75% do preço: 1 − 0,25 = 0,75
  • 270 ÷ 0,75 = R$ 360

Como fazer na HP 12C

A HP 12C tem teclas próprias para porcentagem. Você pode testar tudo na nossa HP 12C online grátis.

Conta Teclas Resultado
15% de 240 240 ENTER 15 % 36
Aumento de 8% em 1.250 1250 ENTER 8 % + 1.350
Desconto de 15% em 380 380 ENTER 15 % − 323
Variação de 4,50 para 5,40 4,50 ENTER 5,40 Δ% 20
45 é quantos % de 180 180 ENTER 45 %T 25

Na HP 12C, a tecla % mostra só a parte (36). Para chegar ao valor final, aperte + ou − logo depois, como nos exemplos de aumento e desconto.

Erros comuns

  • Somar porcentagens seguidas: dois aumentos de 10% não dão 20%. Dão 21%, porque o segundo incide sobre o valor já aumentado: 1,10 × 1,10 = 1,21.
  • Achar que desconto e aumento iguais se anulam: um produto que cai 20% e depois sobe 20% termina 4% mais barato: 0,80 × 1,20 = 0,96.
  • Esquecer que recuperar uma queda exige mais: depois de cair 13,88%, o Ibovespa precisa subir cerca de 16,1% para voltar ao ponto de partida (1 ÷ 0,8612 − 1 = 0,161).
  • Confundir porcentagem com ponto percentual: se a Selic passa de 10% para 12%, ela subiu 2 pontos percentuais, mas isso é um aumento de 20% na taxa (12 ÷ 10 − 1 = 0,20).

Exercício para treinar

Uma TV custa R$ 2.400. Na semana anterior à Black Friday, a loja aumenta o preço em 10%. Na Black Friday, anuncia “25% de desconto”. Qual o preço final, e qual foi o desconto de verdade em relação ao preço original?

Ver a resposta

Resposta: 2.400 × 1,10 × 0,75 = R$ 1.980. Em relação aos R$ 2.400 originais: 1.980 ÷ 2.400 − 1 = −0,175. O desconto real foi de 17,5%, e não de 25%.

Perguntas frequentes

Como calcular porcentagem na calculadora do celular?

Multiplique o valor pela porcentagem em decimal. Para 30% de 89,90, digite 89,90 × 0,30 = 26,97. Para saber o preço com 30% de desconto, faça 89,90 × 0,70 = 62,93.

Como calcular quanto por cento um valor aumentou?

Divida o valor novo pelo antigo, tire 1 e multiplique por 100. De R$ 50 para R$ 60: 60 ÷ 50 − 1 = 0,20, ou seja, aumento de 20%.

Qual a diferença entre porcentagem e ponto percentual?

Ponto percentual é a diferença simples entre duas taxas (de 10% para 12% = 2 pontos). Porcentagem mede quanto essa diferença representa sobre a taxa inicial (2 ÷ 10 = 20%). Notícias de juros e inflação usam muito os pontos percentuais.

Como tirar 10% de um valor de cabeça?

Ande uma casa com a vírgula para a esquerda: 10% de 350 é 35. A partir daí fica fácil: 5% é a metade (17,50) e 20% é o dobro (70).

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Macro e Microeconomia: Quais São as Diferenças e Por Que Ambas Importam https://noticiasefinancas.com.br/diferencas-macroeconomia-microeconomia/ https://noticiasefinancas.com.br/diferencas-macroeconomia-microeconomia/#respond Tue, 27 Oct 2026 14:00:37 +0000 https://noticiasefinancas.com.br/?p=1417 Você já ouviu falar em macroeconomia e microeconomia e ficou na dúvida: qual é qual? Para que serve cada uma? E será que você precisa conhecer as duas? A resposta curta: sim. Uma mostra o cenário geral, a outra explica as escolhas do dia a dia. Juntas, ajudam você a entender o noticiário e a decidir melhor sobre o seu dinheiro. Neste post, eu explico a diferença entre as duas, mostro exemplos reais do Brasil e conto por que uma não vive sem a outra. A diferença em uma frase Macroeconomia estuda a economia como um todo: o país, o mundo, os grandes números. Microeconomia estuda as decisões individuais: pessoas, famílias, empresas e mercados específicos. Uma analogia simples: imagine uma floresta. A macroeconomia olha para a floresta inteira, vista do alto. A microeconomia olha para cada árvore, o solo e os animais de perto. Tabela comparativa Macroeconomia Microeconomia Foco A economia do país ou do mundo Consumidores, trabalhadores, empresas e mercados Pergunta central O que acontece com o conjunto da economia? Como e por que as pessoas e as empresas escolhem? Principais temas PIB, inflação, juros, câmbio, desemprego, contas públicas Oferta e demanda, preços, custos, concorrência, incentivos Quem toma as decisões Governo e Banco Central (política econômica) Famílias e empresas (escolhas individuais) Exemplo de notícia “Selic em 13,75% ao ano” “O preço do café subiu no supermercado” Ferramentas Política fiscal, monetária e cambial Análise de preços, custos e comportamento Pergunta que você faz “Por que tudo está mais caro?” “Vale a pena comprar isso agora?” Exemplos reais para entender cada uma Olhar macro Alguns números do Brasil hoje: Juros: a Selic está em 13,75% ao ano. Inflação: o IPCA em 12 meses chegou a 4,58% em setembro, acima do teto da meta (4,5%). Atividade: o IBC-Br, prévia do PIB, avançou 0,30% em agosto. Câmbio: o dólar fechou perto de R$ 5,07 na sexta-feira (16/10). Comércio exterior: de janeiro a setembro, o superávit da balança comercial foi de US$ 62,4 bilhões. São números que descrevem o país inteiro. Nenhum deles fala de uma pessoa ou de uma loja em particular. Olhar micro Agora, imagine estas situações: A padaria do seu bairro decide subir o preço do pão francês. Você precisa escolher entre alugar ou financiar um imóvel. Uma loja faz promoção de 30% em um eletrônico e você pensa se vale a pena. Um trabalhador avalia se aceita uma vaga com salário maior, porém mais distante. São decisões individuais, com custos, benefícios e alternativas. O mesmo fato visto pelas duas lentes A melhor forma de entender a diferença é pegar um único acontecimento e olhar de dois ângulos. Exemplo 1: a Selic em 13,75% Lente macro Lente micro O Banco Central mantém juros altos para controlar a inflação e esfriar a demanda A dona da padaria adia a compra de um forno novo, porque o financiamento está caro O crédito encarece no país inteiro Você decide quitar o cartão antes de investir, porque os juros da dívida pesam mais A renda fixa tende a render mais Um investidor avalia mudar uma parte do dinheiro para títulos pós-fixados Entenda mais em O papel dos bancos centrais e como eles afetam seu crédito. Exemplo 2: o fim da escala 6×1 O Congresso promulgou a Emenda Constitucional 141/2026, que prevê a escala 5×2. Os efeitos são debatidos, e as estimativas variam bastante entre institutos. Lente macro Lente micro Efeitos sobre emprego, produtividade, PIB e inflação são discutidos por economistas Uma pequena empresa avalia se contrata mais gente ou reorganiza as escalas O governo e o Congresso pensam em regras de transição para pequenos negócios Um trabalhador pensa em como usar o novo dia de folga O Banco Central acompanha se haverá repasse aos preços Um comerciante decide se repassa ou absorve o custo Veja o tema a fundo em Fim da escala 6×1: impacto na economia e nas empresas. Exemplo 3: o dólar perto de R$ 5 Lente macro Lente micro Juros, exportações e fluxo de capital ajudam a explicar o câmbio Uma família decide se adia ou antecipa uma viagem ao exterior O dólar influencia a inflação por meio dos importados Uma loja de eletrônicos ajusta o preço de produtos importados Exportadores se beneficiam de dólar mais forte O agricultor decide quando vender a safra Como uma influencia a outra As duas não são ilhas separadas. Elas se alimentam o tempo todo. A micro constrói a macro. O resultado do país (PIB, inflação, emprego) é a soma das decisões de milhões de pessoas e empresas. Se todo mundo reduz o consumo ao mesmo tempo, a economia desacelera. A macro condiciona a micro. Juros, inflação e câmbio definem o “cenário” dentro do qual você e as empresas decidem. Com crédito caro, muita gente adia compras e investimentos. É um ciclo: decisões individuais formam o cenário geral, e o cenário geral molda as decisões individuais. Por que ambas importam para você  macro Ajuda a entender por que o seu custo de vida muda Mostra o melhor momento para tomar crédito, renegociar dívidas ou investir Explica o que está por trás das manchetes (Selic, dólar, PIB) Alerta para riscos e oportunidades no mercado de trabalho  micro Melhora as suas escolhas diárias de consumo e orçamento Ensina a pensar em custo de oportunidade e custo total Ajuda a negociar melhor (salário, preços, contratos) Protege contra vieses e compras por impulso Dá base para quem tem um negócio definir preços e estratégia Juntas, elas ajudam a decidir Imagine que você quer comprar um carro: Macro: os juros estão altos? A inflação está subindo? O que se espera para o crédito? Micro: quanto custa o total (parcelas, seguro, manutenção)? O que eu deixo de fazer com esse dinheiro? Existe alternativa, como transporte por aplicativo ou carro usado? Com as duas lentes, a decisão fica mais bem informada. Erros comuns de quem confunde as duas Erro Por quê atrapalha Só olhar a macro e ignorar o seu orçamento Você entende o noticiário, mas continua sem controle do dinheiro Só

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Você já ouviu falar em macroeconomia e microeconomia e ficou na dúvida: qual é qual? Para que serve cada uma? E será que você precisa conhecer as duas?

A resposta curta: sim. Uma mostra o cenário geral, a outra explica as escolhas do dia a dia. Juntas, ajudam você a entender o noticiário e a decidir melhor sobre o seu dinheiro.

Neste post, eu explico a diferença entre as duas, mostro exemplos reais do Brasil e conto por que uma não vive sem a outra.

A diferença em uma frase

  • Macroeconomia estuda a economia como um todo: o país, o mundo, os grandes números.
  • Microeconomia estuda as decisões individuais: pessoas, famílias, empresas e mercados específicos.

Uma analogia simples: imagine uma floresta. A macroeconomia olha para a floresta inteira, vista do alto. A microeconomia olha para cada árvore, o solo e os animais de perto.

Tabela comparativa

Macroeconomia Microeconomia
Foco A economia do país ou do mundo Consumidores, trabalhadores, empresas e mercados
Pergunta central O que acontece com o conjunto da economia? Como e por que as pessoas e as empresas escolhem?
Principais temas PIB, inflação, juros, câmbio, desemprego, contas públicas Oferta e demanda, preços, custos, concorrência, incentivos
Quem toma as decisões Governo e Banco Central (política econômica) Famílias e empresas (escolhas individuais)
Exemplo de notícia “Selic em 13,75% ao ano” “O preço do café subiu no supermercado”
Ferramentas Política fiscal, monetária e cambial Análise de preços, custos e comportamento
Pergunta que você faz “Por que tudo está mais caro?” “Vale a pena comprar isso agora?”

Exemplos reais para entender cada uma

Olhar macro

Alguns números do Brasil hoje:

  • Juros: a Selic está em 13,75% ao ano.
  • Inflação: o IPCA em 12 meses chegou a 4,58% em setembro, acima do teto da meta (4,5%).
  • Atividade: o IBC-Br, prévia do PIB, avançou 0,30% em agosto.
  • Câmbio: o dólar fechou perto de R$ 5,07 na sexta-feira (16/10).
  • Comércio exterior: de janeiro a setembro, o superávit da balança comercial foi de US$ 62,4 bilhões.

São números que descrevem o país inteiro. Nenhum deles fala de uma pessoa ou de uma loja em particular.

Olhar micro

Agora, imagine estas situações:

  • A padaria do seu bairro decide subir o preço do pão francês.
  • Você precisa escolher entre alugar ou financiar um imóvel.
  • Uma loja faz promoção de 30% em um eletrônico e você pensa se vale a pena.
  • Um trabalhador avalia se aceita uma vaga com salário maior, porém mais distante.

São decisões individuais, com custos, benefícios e alternativas.

O mesmo fato visto pelas duas lentes

A melhor forma de entender a diferença é pegar um único acontecimento e olhar de dois ângulos.

Exemplo 1: a Selic em 13,75%

Lente macro Lente micro
O Banco Central mantém juros altos para controlar a inflação e esfriar a demanda A dona da padaria adia a compra de um forno novo, porque o financiamento está caro
O crédito encarece no país inteiro Você decide quitar o cartão antes de investir, porque os juros da dívida pesam mais
A renda fixa tende a render mais Um investidor avalia mudar uma parte do dinheiro para títulos pós-fixados

Entenda mais em O papel dos bancos centrais e como eles afetam seu crédito.

Exemplo 2: o fim da escala 6×1

O Congresso promulgou a Emenda Constitucional 141/2026, que prevê a escala 5×2. Os efeitos são debatidos, e as estimativas variam bastante entre institutos.

Lente macro Lente micro
Efeitos sobre emprego, produtividade, PIB e inflação são discutidos por economistas Uma pequena empresa avalia se contrata mais gente ou reorganiza as escalas
O governo e o Congresso pensam em regras de transição para pequenos negócios Um trabalhador pensa em como usar o novo dia de folga
O Banco Central acompanha se haverá repasse aos preços Um comerciante decide se repassa ou absorve o custo

Veja o tema a fundo em Fim da escala 6×1: impacto na economia e nas empresas.

Exemplo 3: o dólar perto de R$ 5

Lente macro Lente micro
Juros, exportações e fluxo de capital ajudam a explicar o câmbio Uma família decide se adia ou antecipa uma viagem ao exterior
O dólar influencia a inflação por meio dos importados Uma loja de eletrônicos ajusta o preço de produtos importados
Exportadores se beneficiam de dólar mais forte O agricultor decide quando vender a safra

Como uma influencia a outra

As duas não são ilhas separadas. Elas se alimentam o tempo todo.

  1. A micro constrói a macro. O resultado do país (PIB, inflação, emprego) é a soma das decisões de milhões de pessoas e empresas. Se todo mundo reduz o consumo ao mesmo tempo, a economia desacelera.
  2. A macro condiciona a micro. Juros, inflação e câmbio definem o “cenário” dentro do qual você e as empresas decidem. Com crédito caro, muita gente adia compras e investimentos.

É um ciclo: decisões individuais formam o cenário geral, e o cenário geral molda as decisões individuais.

Por que ambas importam para você

 macro

  • Ajuda a entender por que o seu custo de vida muda
  • Mostra o melhor momento para tomar crédito, renegociar dívidas ou investir
  • Explica o que está por trás das manchetes (Selic, dólar, PIB)
  • Alerta para riscos e oportunidades no mercado de trabalho

 micro

  • Melhora as suas escolhas diárias de consumo e orçamento
  • Ensina a pensar em custo de oportunidade e custo total
  • Ajuda a negociar melhor (salário, preços, contratos)
  • Protege contra vieses e compras por impulso
  • Dá base para quem tem um negócio definir preços e estratégia

Juntas, elas ajudam a decidir

Imagine que você quer comprar um carro:

  • Macro: os juros estão altos? A inflação está subindo? O que se espera para o crédito?
  • Micro: quanto custa o total (parcelas, seguro, manutenção)? O que eu deixo de fazer com esse dinheiro? Existe alternativa, como transporte por aplicativo ou carro usado?

Com as duas lentes, a decisão fica mais bem informada.

Erros comuns de quem confunde as duas

Erro Por quê atrapalha
Só olhar a macro e ignorar o seu orçamento Você entende o noticiário, mas continua sem controle do dinheiro
Só olhar a micro e ignorar o cenário Você planeja bem, mas é pego de surpresa por mudanças de juros ou inflação
Achar que a economia do país é igual à sua O PIB pode crescer e a sua renda não acompanhar
Culpar só o governo (ou só você) A realidade é uma combinação de fatores gerais e escolhas individuais

Passo a passo para usar as duas no dia a dia

  1. Acompanhe 3 indicadores macro: Selic, inflação (IPCA) e dólar
  2. Anote o que eles significam para o seu bolso (crédito, preços, viagens)
  3. Aplique a micro nas suas decisões: custo total, alternativas e custo de oportunidade
  4. Revise o orçamento quando o cenário mudar
  5. Mantenha a reserva de emergência, a sua proteção contra choques que você não controla
  6. Evite decisões por impulso diante de notícias

Veja também Economia doméstica: como aplicar conceitos econômicos no seu orçamento.

Onde aprofundar cada uma

Aprenda a usar o cenário a seu favor

Entender macro e micro é o primeiro passo para decidir com mais segurança. Se você quer aprender a organizar seus investimentos com mais clareza, conheça o [Investimentos (Aposente + Cedo)] e veja se faz sentido para o seu momento.

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Perguntas frequentes

Qual a principal diferença entre macro e microeconomia?

A macroeconomia estuda a economia como um todo (PIB, inflação, juros, câmbio, emprego). A microeconomia estuda as decisões de indivíduos, empresas e mercados específicos.

Qual é mais importante?

Nenhuma é mais importante. Elas se complementam: a macro dá o cenário geral, e a micro explica as escolhas dentro dele.

A inflação é um tema macro ou micro?

A inflação geral (IPCA) é um tema macro. O preço de um produto específico, como o café, é um tema micro. Os dois estão ligados.

Preciso estudar economia para entender isso?

Não. Com os conceitos básicos, você já consegue ler o noticiário e tomar decisões melhores.

Como a macroeconomia afeta o meu bolso?

Por meio de juros, inflação, dólar, emprego e impostos, que influenciam preços, crédito, renda e rendimento dos seus investimentos.

Como a microeconomia me ajuda a economizar?

Ela ensina a comparar opções, calcular o custo total, pensar no custo de oportunidade e evitar compras por impulso.

Conclusão

Macroeconomia e microeconomia são duas lentes para olhar a mesma realidade. Uma mostra o cenário do país, a outra explica as escolhas de cada pessoa e empresa. Quem usa as duas entende melhor as notícias e decide com mais segurança sobre emprego, consumo, crédito e investimentos.

Comece pelo básico: observe um indicador macro, aplique uma ideia micro e ajuste o seu orçamento. 💡

Este conteúdo é informativo e educativo e não constitui recomendação de investimento. Os dados são de órgãos oficiais e de reportagens citadas, e podem mudar. Confirme as informações no IBGE, no Banco Central, no MDIC e no Tesouro Nacional.

 

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Mercado Financeiro Hoje (27/10): Ibovespa cai 0,51% e dólar recua a R$ 5,35 após tombo histórico https://noticiasefinancas.com.br/mercado-financeiro-hoje-27-10-2026/ https://noticiasefinancas.com.br/mercado-financeiro-hoje-27-10-2026/#respond Tue, 27 Oct 2026 12:44:32 +0000 https://noticiasefinancas.com.br/?p=2056 Um dia depois do maior tombo em mais de seis anos, a bolsa não conseguiu se recuperar. Nesta terça-feira (27/10), o Ibovespa até subiu pela manhã, mas perdeu força e fechou em queda de 0,51%, aos 175.710 pontos. O dólar, por outro lado, devolveu parte da alta e caiu quase 1%, para R$ 5,35. Ajudaram a acalmar o câmbio e os juros a recompra de títulos feita pelo Tesouro e as falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Veja os números do fechamento, o que mexeu com o mercado e o que isso muda para você. Atualizado às 19h30 com os números de fechamento (horário de Brasília). Resumo do fechamento Indicador Fechamento Ibovespa −0,51%, aos 175.710 pontos Máxima e mínima do dia 178.526 e 175.130 pontos Volume negociado R$ 71,2 bilhões Dólar comercial −0,97%, a R$ 5,35 Dólar PTAX R$ 5,3346 (−3,02%) Euro comercial −1,36%, a R$ 5,96 Ibovespa no mês e no ano −5,70% em outubro e +9,05% em 2026 Na segunda-feira (26/10), o Ibovespa tinha despencado 13,88%, e o dólar havia subido mais de 8%, depois da reeleição de Lula. Relembre o dia no Mercado Financeiro Hoje de 26/10. Por que a bolsa não se recuperou A manhã começou com sinais de correção. O Ibovespa chegou perto dos 178.500 pontos e algumas ações que tinham caído muito, como Magazine Luiza e construtoras, atraíram compradores. Mas o movimento perdeu força ao longo do dia, por três motivos: Cautela com as contas públicas: os investidores continuam esperando sinais concretos do governo sobre o controle de gastos e o nome do próximo ministro da Fazenda. Queda do minério de ferro: pressionou Vale, Gerdau, CSN e outras siderúrgicas e mineradoras, que têm grande peso no índice. Petrobras e bancos em baixa: as ações da Petrobras caíram cerca de 2%, acompanhando o petróleo, e os grandes bancos também fecharam no vermelho. Dólar e juros dão uma trégua Se a bolsa não reagiu, o câmbio e os juros tiveram um dia mais calmo. O dólar caiu quase 1% e voltou para perto de R$ 5,35, depois de bater R$ 5,41 na máxima. Parte do movimento foi realização de lucros: quem comprou dólar na disparada de segunda aproveitou para vender. Os juros futuros também recuaram em boa parte da curva. O principal motivo foi uma ação do Tesouro Nacional: Recomprou cerca de R$ 16,8 bilhões em títulos atrelados à inflação (NTN-B), com vencimentos entre 2030 e 2045. Cancelou o leilão de títulos atrelados à Selic previsto para o dia, depois de já ter cancelado os leilões de prefixados e de títulos de inflação da semana. Na prática, o Tesouro deixou de vender títulos e comprou parte deles de volta, o que ajuda a reduzir a pressão sobre as taxas num momento de muita volatilidade. O que disse Galípolo Na apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira, o presidente do Banco Central falou pela primeira vez desde a eleição. Os principais pontos: Fazenda: disse que não é cotado para o Ministério da Fazenda, que seu mandato no BC vai até 2028 e que está “muito contente no cargo”. Câmbio: afirmou que o BC intervém se houver disfunção no mercado de câmbio, e que não é o que acontece agora. Diretoria: lembrou que a indicação dos novos diretores do BC cabe ao presidente da República. Do lado do governo, o ministro Dario Durigan disse que conversou com Lula sobre a necessidade de dar um sinal ao mercado e que há medidas fiscais prontas. Maiores altas e baixas do Ibovespa Maiores altas Variação Maiores baixas Variação Tenda (TEND3) +9,53% Natura (NATU3) −6,77% Magazine Luiza (MGLU3) +7,74% Totvs (TOTS3) −5,91% Hapvida (HAPV3) +5,53% Metalúrgica Gerdau (GOAU4) −5,12% TIM (TIMS3) +5,25% CSN (CSNA3) −4,79% Direcional (DIRR3) +5,13% Bradespar (BRAP4) −4,26% Entre as ações mais negociadas, a Vale caiu 2,3%, para R$ 62,90, a Petrobras PN recuou 2,3%, para R$ 52,64, e o Itaú perdeu 1,1%. A Ambev foi exceção e subiu 1,43%. Os percentuais podem ter pequenas diferenças conforme a fonte. O que aconteceu lá fora Mercado Fechamento Nova York Dow Jones +0,03% · S&P 500 +0,60% · Nasdaq +1,18% Petróleo Brent −1,67%, a US$ 113,88 · WTI −1,83%, a US$ 99,90 Ouro +0,90%, a US$ 4.074,60 a onça Índice do dólar no mundo (DXY) +0,34%, aos 102,31 pontos Em Nova York, as ações de tecnologia e inteligência artificial puxaram a Nasdaq. O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, começou sua reunião de dois dias e anuncia a decisão sobre os juros nesta quarta-feira (28/10). Outras notícias do dia Moody’s: a agência manteve a nota de crédito do Brasil depois da eleição, mas alertou para a dívida e os déficits elevados. Inflação no atacado: o Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 1,54% em setembro. Diesel: o governo vai renovar por mais um mês a subvenção de R$ 2,12 por litro. O que observar amanhã Decisão do Fed: o mercado espera a manutenção dos juros americanos, e o tom do comunicado pode mexer com o dólar no mundo. Nome para a Fazenda: qualquer anúncio ou sinal sobre a equipe econômica pode mudar o humor do mercado. Medidas fiscais: o governo disse que tem medidas prontas, e o mercado quer saber quais são e quando saem. Tesouro: se continuar recomprando títulos e suspendendo leilões, os juros futuros tendem a seguir mais calmos. O que isso muda para você Vai comprar dólar? A moeda caiu hoje, mas segue bem acima do nível de antes da eleição e pode oscilar muito. Compre aos poucos e compare o custo com IOF no nosso conversor de moedas. Tem ações? Dois dias de queda não mudam o plano de quem investe para o longo prazo. Evite decisões no impulso e revise se a sua carteira está de acordo com o seu perfil. Investe em renda fixa? O CDI está em 13,65% ao ano, e os títulos prefixados e atrelados à inflação seguem com taxas altas para quem compra agora. Acompanhe ao vivo o dólar e o Ibovespa na nossa página de cotações do

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Um dia depois do maior tombo em mais de seis anos, a bolsa não conseguiu se recuperar. Nesta terça-feira (27/10), o Ibovespa até subiu pela manhã, mas perdeu força e fechou em queda de 0,51%, aos 175.710 pontos. O dólar, por outro lado, devolveu parte da alta e caiu quase 1%, para R$ 5,35. Ajudaram a acalmar o câmbio e os juros a recompra de títulos feita pelo Tesouro e as falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Veja os números do fechamento, o que mexeu com o mercado e o que isso muda para você.

Atualizado às 19h30 com os números de fechamento (horário de Brasília).

Resumo do fechamento

Indicador Fechamento
Ibovespa −0,51%, aos 175.710 pontos
Máxima e mínima do dia 178.526 e 175.130 pontos
Volume negociado R$ 71,2 bilhões
Dólar comercial −0,97%, a R$ 5,35
Dólar PTAX R$ 5,3346 (−3,02%)
Euro comercial −1,36%, a R$ 5,96
Ibovespa no mês e no ano −5,70% em outubro e +9,05% em 2026

Na segunda-feira (26/10), o Ibovespa tinha despencado 13,88%, e o dólar havia subido mais de 8%, depois da reeleição de Lula. Relembre o dia no Mercado Financeiro Hoje de 26/10.

Por que a bolsa não se recuperou

A manhã começou com sinais de correção. O Ibovespa chegou perto dos 178.500 pontos e algumas ações que tinham caído muito, como Magazine Luiza e construtoras, atraíram compradores. Mas o movimento perdeu força ao longo do dia, por três motivos:

  • Cautela com as contas públicas: os investidores continuam esperando sinais concretos do governo sobre o controle de gastos e o nome do próximo ministro da Fazenda.
  • Queda do minério de ferro: pressionou Vale, Gerdau, CSN e outras siderúrgicas e mineradoras, que têm grande peso no índice.
  • Petrobras e bancos em baixa: as ações da Petrobras caíram cerca de 2%, acompanhando o petróleo, e os grandes bancos também fecharam no vermelho.

Dólar e juros dão uma trégua

Se a bolsa não reagiu, o câmbio e os juros tiveram um dia mais calmo. O dólar caiu quase 1% e voltou para perto de R$ 5,35, depois de bater R$ 5,41 na máxima. Parte do movimento foi realização de lucros: quem comprou dólar na disparada de segunda aproveitou para vender.

Os juros futuros também recuaram em boa parte da curva. O principal motivo foi uma ação do Tesouro Nacional:

  • Recomprou cerca de R$ 16,8 bilhões em títulos atrelados à inflação (NTN-B), com vencimentos entre 2030 e 2045.
  • Cancelou o leilão de títulos atrelados à Selic previsto para o dia, depois de já ter cancelado os leilões de prefixados e de títulos de inflação da semana.

Na prática, o Tesouro deixou de vender títulos e comprou parte deles de volta, o que ajuda a reduzir a pressão sobre as taxas num momento de muita volatilidade.

O que disse Galípolo

Na apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira, o presidente do Banco Central falou pela primeira vez desde a eleição. Os principais pontos:

  • Fazenda: disse que não é cotado para o Ministério da Fazenda, que seu mandato no BC vai até 2028 e que está “muito contente no cargo”.
  • Câmbio: afirmou que o BC intervém se houver disfunção no mercado de câmbio, e que não é o que acontece agora.
  • Diretoria: lembrou que a indicação dos novos diretores do BC cabe ao presidente da República.

Do lado do governo, o ministro Dario Durigan disse que conversou com Lula sobre a necessidade de dar um sinal ao mercado e que há medidas fiscais prontas.

Maiores altas e baixas do Ibovespa

Maiores altas Variação Maiores baixas Variação
Tenda (TEND3) +9,53% Natura (NATU3) −6,77%
Magazine Luiza (MGLU3) +7,74% Totvs (TOTS3) −5,91%
Hapvida (HAPV3) +5,53% Metalúrgica Gerdau (GOAU4) −5,12%
TIM (TIMS3) +5,25% CSN (CSNA3) −4,79%
Direcional (DIRR3) +5,13% Bradespar (BRAP4) −4,26%

Entre as ações mais negociadas, a Vale caiu 2,3%, para R$ 62,90, a Petrobras PN recuou 2,3%, para R$ 52,64, e o Itaú perdeu 1,1%. A Ambev foi exceção e subiu 1,43%. Os percentuais podem ter pequenas diferenças conforme a fonte.

O que aconteceu lá fora

Mercado Fechamento
Nova York Dow Jones +0,03% · S&P 500 +0,60% · Nasdaq +1,18%
Petróleo Brent −1,67%, a US$ 113,88 · WTI −1,83%, a US$ 99,90
Ouro +0,90%, a US$ 4.074,60 a onça
Índice do dólar no mundo (DXY) +0,34%, aos 102,31 pontos

Em Nova York, as ações de tecnologia e inteligência artificial puxaram a Nasdaq. O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, começou sua reunião de dois dias e anuncia a decisão sobre os juros nesta quarta-feira (28/10).

Outras notícias do dia

  • Moody’s: a agência manteve a nota de crédito do Brasil depois da eleição, mas alertou para a dívida e os déficits elevados.
  • Inflação no atacado: o Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 1,54% em setembro.
  • Diesel: o governo vai renovar por mais um mês a subvenção de R$ 2,12 por litro.

O que observar amanhã

  1. Decisão do Fed: o mercado espera a manutenção dos juros americanos, e o tom do comunicado pode mexer com o dólar no mundo.
  2. Nome para a Fazenda: qualquer anúncio ou sinal sobre a equipe econômica pode mudar o humor do mercado.
  3. Medidas fiscais: o governo disse que tem medidas prontas, e o mercado quer saber quais são e quando saem.
  4. Tesouro: se continuar recomprando títulos e suspendendo leilões, os juros futuros tendem a seguir mais calmos.

O que isso muda para você

  • Vai comprar dólar? A moeda caiu hoje, mas segue bem acima do nível de antes da eleição e pode oscilar muito. Compre aos poucos e compare o custo com IOF no nosso conversor de moedas.
  • Tem ações? Dois dias de queda não mudam o plano de quem investe para o longo prazo. Evite decisões no impulso e revise se a sua carteira está de acordo com o seu perfil.
  • Investe em renda fixa? O CDI está em 13,65% ao ano, e os títulos prefixados e atrelados à inflação seguem com taxas altas para quem compra agora.

Acompanhe ao vivo o dólar e o Ibovespa na nossa página de cotações do dólar futuro e do Ibovespa futuro.

Este conteúdo é informativo e educativo e não é recomendação de investimento. Números de fechamento de 27/10/2026.

Fontes: BPMoney; TradeMap; Diário do Grande ABC; InfoMoney; InfoMoney (Galípolo); Banco Central; B3.

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Capital, Montante, Taxa e Prazo: Os Termos da Matemática Financeira https://noticiasefinancas.com.br/capital-montante-taxa-e-prazo-os-termos-da-matematica-financeira/ https://noticiasefinancas.com.br/capital-montante-taxa-e-prazo-os-termos-da-matematica-financeira/#respond Mon, 26 Oct 2026 21:00:03 +0000 https://noticiasefinancas.com.br/?p=2014 Contrato de empréstimo, simulação de financiamento, extrato do CDB, prova da CPA: todos usam a mesma língua. Capital, montante, taxa e prazo são as palavras que aparecem em qualquer conta de matemática financeira, e quem domina esses termos entende o que está assinando e consegue fazer as contas sozinho. Neste post você vê o significado de cada termo, com exemplos, a letra usada nas fórmulas, a tecla correspondente na HP 12C e um glossário com os outros termos que mais aparecem no dia a dia. Os 4 termos principais da matemática financeira Quase toda conta de juros envolve quatro elementos. Se você conhece três deles, consegue descobrir o quarto. Termo Letra na fórmula Tecla na HP 12C O que é Capital C ou VP PV O valor de hoje, no início da operação Montante M ou VF FV O valor no final, com os juros Taxa de juros i i O percentual cobrado ou ganho por período Prazo n ou t n Quantos períodos a operação dura As teclas da HP 12C vêm do inglês: PV é present value (valor presente), FV é future value (valor futuro) e PMT é payment (pagamento). Por isso, em muitos livros, capital e montante também são chamados de valor presente e valor futuro. Capital: o ponto de partida O capital é o valor inicial de uma operação. Depende de que lado você está: No investimento: é quanto você aplicou. Se você colocou R$ 3.000 num CDB, esse é o capital. No empréstimo: é quanto você pegou emprestado. Se o banco liberou R$ 10.000 na sua conta, esse é o capital. Na compra a prazo: é o preço à vista do produto, o valor que estaria sendo “financiado”. Outros nomes para capital: principal, valor presente, valor atual, valor aplicado ou valor financiado. Montante: onde você chega O montante é o capital mais os juros, ou seja, o valor no final do prazo: M = C + J Exemplo: você aplica R$ 3.000 a 1% ao mês por 6 meses, em juros compostos. O montante é 3.000 × 1,01^6 = R$ 3.184,56. Os juros são a diferença: 3.184,56 − 3.000 = R$ 184,56. Atenção a uma confusão muito comum: juros não são o montante. Juros são só o que foi acrescentado. Na pergunta “quanto rendeu?”, a resposta são os juros. Na pergunta “quanto vou ter?”, a resposta é o montante. Outros nomes para montante: valor futuro, valor final, valor de resgate ou valor acumulado. Taxa de juros: o preço do dinheiro no tempo A taxa de juros é o percentual que remunera o dinheiro em cada período. Para quem empresta, é o ganho. Para quem pega emprestado, é o custo. Ela sempre vem acompanhada de uma unidade de tempo: 1% ao mês, 12% ao ano, 0,04% ao dia. Nas contas, a taxa entra em decimal: 1% vira 0,01, e 12% vira 0,12. Na HP 12C, ela entra em percentual: você digita 1 e aperta i. Existem vários “tipos” de taxa, e eles confundem muita gente. Os principais: Tipo de taxa O que é Exemplo Proporcional Convertida por divisão ou multiplicação simples. Vale para juros simples 24% ao ano = 2% ao mês Equivalente Convertida considerando juros sobre juros. Vale para juros compostos 2% ao mês = 26,82% ao ano Nominal A taxa “de vitrine”, com um período que não é o da capitalização 12% ao ano capitalizados mensalmente Efetiva A que realmente incide, já com a capitalização 12% ao ano capitalizados mensalmente = 12,68% ao ano Real O ganho acima da inflação 10,5% de rendimento com 4,5% de inflação = 5,74% real A taxa real tem uma conta própria: (1 + rendimento) ÷ (1 + inflação) − 1. No exemplo: 1,105 ÷ 1,045 − 1 = 0,0574, ou seja, 5,74%, e não os 6% que a subtração simples daria. Cada tipo de taxa terá um post próprio nesta trilha. Prazo: quanto tempo a operação dura O prazo é o número de períodos da operação. A regra mais importante de toda a matemática financeira é esta: o prazo e a taxa precisam estar na mesma unidade. Taxa ao mês → prazo em meses. Taxa ao ano → prazo em anos. Taxa ao dia → prazo em dias. Se a taxa é de 1% ao mês e o prazo é de 2 anos, use n = 24, e não n = 2. Errar a unidade é o erro número um de quem está começando, e muitas questões de prova são feitas justamente para testar isso. Um detalhe: no mercado financeiro, muitas taxas anuais consideram 252 dias úteis por ano, e não 365 dias corridos. É o caso do CDI e da Selic. Em contas do dia a dia, porém, o mais comum é usar meses de 30 dias e anos de 360 ou 365 dias. Juros: a diferença entre o início e o fim Os juros são a remuneração do capital ao longo do prazo. Podem ser calculados de duas formas, que já vimos em detalhes nesta trilha: Juros simples: J = C × i × n. A taxa incide sempre sobre o capital inicial. Juros compostos: J = C × [(1 + i)^n − 1]. A taxa incide sobre o valor acumulado. A forma de cálculo também tem nome técnico: regime de capitalização. Fala-se em “regime de capitalização simples” e “regime de capitalização composta”. Exemplo completo: lendo uma compra parcelada Uma loja vende um celular por R$ 2.400 à vista ou em 12 parcelas de R$ 230, sem entrada. Vamos identificar cada termo: Termo Neste exemplo Capital (PV) R$ 2.400, o preço à vista Prestação (PMT) R$ 230 por mês Prazo (n) 12 meses Total pago 12 × 230 = R$ 2.760 Juros totais 2.760 − 2.400 = R$ 360 Taxa (i) A descobrir A taxa não aparece no anúncio, mas dá para descobrir com a HP 12C: f FIN 2400 PV 230 CHS PMT 12 n i → 2,22% ao mês Em um ano, isso equivale a 1,0222^12 − 1 = cerca de 30,1% ao

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Contrato de empréstimo, simulação de financiamento, extrato do CDB, prova da CPA: todos usam a mesma língua. Capital, montante, taxa e prazo são as palavras que aparecem em qualquer conta de matemática financeira, e quem domina esses termos entende o que está assinando e consegue fazer as contas sozinho. Neste post você vê o significado de cada termo, com exemplos, a letra usada nas fórmulas, a tecla correspondente na HP 12C e um glossário com os outros termos que mais aparecem no dia a dia.

Os 4 termos principais da matemática financeira

Quase toda conta de juros envolve quatro elementos. Se você conhece três deles, consegue descobrir o quarto.

Termo Letra na fórmula Tecla na HP 12C O que é
Capital C ou VP PV O valor de hoje, no início da operação
Montante M ou VF FV O valor no final, com os juros
Taxa de juros i i O percentual cobrado ou ganho por período
Prazo n ou t n Quantos períodos a operação dura

As teclas da HP 12C vêm do inglês: PV é present value (valor presente), FV é future value (valor futuro) e PMT é payment (pagamento). Por isso, em muitos livros, capital e montante também são chamados de valor presente e valor futuro.

Capital: o ponto de partida

O capital é o valor inicial de uma operação. Depende de que lado você está:

  • No investimento: é quanto você aplicou. Se você colocou R$ 3.000 num CDB, esse é o capital.
  • No empréstimo: é quanto você pegou emprestado. Se o banco liberou R$ 10.000 na sua conta, esse é o capital.
  • Na compra a prazo: é o preço à vista do produto, o valor que estaria sendo “financiado”.

Outros nomes para capital: principal, valor presente, valor atual, valor aplicado ou valor financiado.

Montante: onde você chega

O montante é o capital mais os juros, ou seja, o valor no final do prazo:

M = C + J

Exemplo: você aplica R$ 3.000 a 1% ao mês por 6 meses, em juros compostos. O montante é 3.000 × 1,01^6 = R$ 3.184,56. Os juros são a diferença: 3.184,56 − 3.000 = R$ 184,56.

Atenção a uma confusão muito comum: juros não são o montante. Juros são só o que foi acrescentado. Na pergunta “quanto rendeu?”, a resposta são os juros. Na pergunta “quanto vou ter?”, a resposta é o montante.

Outros nomes para montante: valor futuro, valor final, valor de resgate ou valor acumulado.

Taxa de juros: o preço do dinheiro no tempo

A taxa de juros é o percentual que remunera o dinheiro em cada período. Para quem empresta, é o ganho. Para quem pega emprestado, é o custo. Ela sempre vem acompanhada de uma unidade de tempo: 1% ao mês, 12% ao ano, 0,04% ao dia.

Nas contas, a taxa entra em decimal: 1% vira 0,01, e 12% vira 0,12. Na HP 12C, ela entra em percentual: você digita 1 e aperta i.

Existem vários “tipos” de taxa, e eles confundem muita gente. Os principais:

Tipo de taxa O que é Exemplo
Proporcional Convertida por divisão ou multiplicação simples. Vale para juros simples 24% ao ano = 2% ao mês
Equivalente Convertida considerando juros sobre juros. Vale para juros compostos 2% ao mês = 26,82% ao ano
Nominal A taxa “de vitrine”, com um período que não é o da capitalização 12% ao ano capitalizados mensalmente
Efetiva A que realmente incide, já com a capitalização 12% ao ano capitalizados mensalmente = 12,68% ao ano
Real O ganho acima da inflação 10,5% de rendimento com 4,5% de inflação = 5,74% real

A taxa real tem uma conta própria: (1 + rendimento) ÷ (1 + inflação) − 1. No exemplo: 1,105 ÷ 1,045 − 1 = 0,0574, ou seja, 5,74%, e não os 6% que a subtração simples daria. Cada tipo de taxa terá um post próprio nesta trilha.

Prazo: quanto tempo a operação dura

O prazo é o número de períodos da operação. A regra mais importante de toda a matemática financeira é esta: o prazo e a taxa precisam estar na mesma unidade.

  • Taxa ao mês → prazo em meses.
  • Taxa ao ano → prazo em anos.
  • Taxa ao dia → prazo em dias.

Se a taxa é de 1% ao mês e o prazo é de 2 anos, use n = 24, e não n = 2. Errar a unidade é o erro número um de quem está começando, e muitas questões de prova são feitas justamente para testar isso.

Um detalhe: no mercado financeiro, muitas taxas anuais consideram 252 dias úteis por ano, e não 365 dias corridos. É o caso do CDI e da Selic. Em contas do dia a dia, porém, o mais comum é usar meses de 30 dias e anos de 360 ou 365 dias.

Juros: a diferença entre o início e o fim

Os juros são a remuneração do capital ao longo do prazo. Podem ser calculados de duas formas, que já vimos em detalhes nesta trilha:

  • Juros simples: J = C × i × n. A taxa incide sempre sobre o capital inicial.
  • Juros compostos: J = C × [(1 + i)^n − 1]. A taxa incide sobre o valor acumulado.

A forma de cálculo também tem nome técnico: regime de capitalização. Fala-se em “regime de capitalização simples” e “regime de capitalização composta”.

Exemplo completo: lendo uma compra parcelada

Uma loja vende um celular por R$ 2.400 à vista ou em 12 parcelas de R$ 230, sem entrada. Vamos identificar cada termo:

Termo Neste exemplo
Capital (PV) R$ 2.400, o preço à vista
Prestação (PMT) R$ 230 por mês
Prazo (n) 12 meses
Total pago 12 × 230 = R$ 2.760
Juros totais 2.760 − 2.400 = R$ 360
Taxa (i) A descobrir

A taxa não aparece no anúncio, mas dá para descobrir com a HP 12C:

f FIN 2400 PV 230 CHS PMT 12 n i → 2,22% ao mês

Em um ano, isso equivale a 1,0222^12 − 1 = cerca de 30,1% ao ano. Agora você tem um número para comparar com outras formas de pagamento. Esse tipo de conta será o tema do post sobre juros embutidos em compras parceladas.

Glossário: outros termos que você vai encontrar

Prestação ou parcela (PMT)

Cada pagamento periódico de um financiamento ou de uma série de depósitos. Na HP 12C, é a tecla PMT.

Valor presente e futuro

Valor presente é literalmente o de hoje. O futuro é quanto ele valerá depois de um prazo, com os juros. São sinônimos de capital e montante, mas usados quando se fala em trazer ou levar valores no tempo.

Fluxo de caixa

A lista de entradas e saídas de dinheiro de uma operação, com a data de cada uma. Na HP 12C, as saídas entram com sinal negativo (tecla CHS) e as entradas com sinal positivo.

Amortização

A parte da prestação que reduz a dívida de verdade. O resto da prestação são os juros. Nos sistemas Price e SAC, a divisão entre juros e amortização muda a cada mês.

Saldo devedor

Quanto ainda falta pagar de um empréstimo ou financiamento, sem contar os juros futuros.

Carência

Um período no início do contrato em que você não paga prestações, ou paga só os juros. Os juros continuam correndo durante a carência.

CET (Custo Efetivo Total)

A taxa que soma tudo o que você paga em um crédito: juros, tarifas, seguros e impostos como o IOF. Os bancos são obrigados a informar o CET, e ele é o melhor número para comparar ofertas de crédito.

Rentabilidade bruta e líquida

Bruta é o rendimento antes dos descontos. Líquida é o que sobra depois do Imposto de Renda e das taxas. Em investimentos de renda fixa como o CDB, o IR é descontado no resgate.

Como esses termos aparecem na HP 12C

A fileira de cima da HP 12C tem as cinco teclas financeiras, na ordem n, i, PV, PMT e FV. Funciona assim: você informa quatro desses valores e aperta a tecla do quinto, e a calculadora faz a conta.

  • Antes de começar: limpe a memória com f FIN.
  • Sinais: dinheiro que sai do seu bolso entra negativo, com CHS. Dinheiro que volta entra positivo.
  • Unidades: a taxa em i precisa estar no mesmo período do prazo em n.

Exemplo do CDB deste post: f FIN 3000 CHS PV 1 i 6 n FV → 3.184,56. Teste na nossa HP 12C online grátis.

Erros comuns

  • Confundir juros com montante: juros são só o acréscimo. O montante é o valor total no final.
  • Taxa e prazo em unidades diferentes: taxa ao mês com prazo em anos dá resultado errado. Converta antes.
  • Subtrair a inflação do rendimento: a taxa real se calcula por divisão, (1 + rendimento) ÷ (1 + inflação) − 1, e não por subtração.
  • Olhar só a taxa de juros do crédito: o custo de verdade é o CET, que inclui tarifas, seguros e IOF.

Exercício para treinar

Uma loja oferece uma geladeira por R$ 1.800 à vista ou em 12 parcelas de R$ 170. Identifique o capital, a prestação e o prazo, calcule os juros totais e descubra a taxa mensal.

Ver a resposta

Resposta: Capital = R$ 1.800 (preço à vista). Prestação = R$ 170. Prazo = 12 meses. Total pago = 12 × 170 = R$ 2.040, então os juros totais são R$ 240. Na HP 12C: f FIN 1800 PV 170 CHS PMT 12 n i → cerca de 1,98% ao mês.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre capital e montante?

Capital é o valor no início da operação. Montante é o valor no final, ou seja, o capital mais os juros.

O que significa PV, FV e PMT na HP 12C?

PV é o valor presente (o capital), FV é o valor futuro (o montante) e PMT é o valor de cada pagamento ou depósito periódico. As siglas vêm do inglês.

Por que a taxa e o prazo precisam estar na mesma unidade?

Porque a fórmula conta quantas vezes a taxa é aplicada. Se a taxa é mensal, cada período precisa ser um mês. Misturar unidades faz a conta aplicar a taxa o número errado de vezes.

O que é regime de capitalização?

É a forma como os juros são calculados ao longo do tempo. No regime de capitalização simples, os juros incidem só sobre o capital. No regime de capitalização composta, incidem também sobre os juros já acumulados.

Leia também

Conteúdo educativo. Os exemplos usam valores e taxas ilustrativos.

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Matemática Financeira: O Guia Completo para Iniciantes https://noticiasefinancas.com.br/matematica-financeira-guia-completo/ https://noticiasefinancas.com.br/matematica-financeira-guia-completo/#respond Mon, 26 Oct 2026 17:29:36 +0000 https://noticiasefinancas.com.br/?p=1979 Por que uma compra “sem juros” às vezes sai mais cara? Quanto o seu dinheiro rende de verdade depois da inflação? Como o banco chega ao valor da parcela? A resposta para todas essas perguntas está na matemática financeira. Neste guia, você aprende os conceitos essenciais do zero, com exemplos simples e o passo a passo na calculadora HP 12C. O que é matemática financeira Matemática financeira é a parte da matemática que estuda o valor do dinheiro ao longo do tempo. A ideia central é simples: R$ 100 hoje valem mais do que R$ 100 daqui a um ano, porque o dinheiro de hoje pode ser aplicado e render juros, e porque a inflação reduz o que o dinheiro do futuro compra. Ela é usada em empréstimos, financiamentos, compras parceladas, investimentos, aposentadoria e na análise de projetos de empresas. Também é cobrada em provas de certificação, como a CPA da ANBIMA, e em concursos. Os 5 termos que você precisa conhecer Termo Letra O que significa Tecla na HP 12C Capital ou valor presente C ou PV O dinheiro no início: o valor aplicado ou emprestado PV Taxa de juros i O percentual cobrado ou ganho por período i Prazo n O número de períodos (dias, meses ou anos) n Juros J O valor ganho ou pago pelo uso do dinheiro — Montante ou valor futuro M ou FV O valor no final: capital mais juros FV Regra de ouro: a taxa e o prazo precisam estar no mesmo período. Taxa ao mês pede prazo em meses; taxa ao ano pede prazo em anos. Porcentagem: o ponto de partida Quase tudo em finanças é porcentagem. “Por cento” quer dizer “dividido por 100”: 15% é o mesmo que 0,15. Calcular uma porcentagem: 15% de R$ 200 = 200 × 0,15 = R$ 30. Aplicar um desconto: R$ 200 com 15% de desconto = 200 × (1 − 0,15) = R$ 170. Aplicar um aumento: R$ 200 com aumento de 15% = 200 × (1 + 0,15) = R$ 230. Variação percentual: de R$ 200 para R$ 230 = (230 ÷ 200 − 1) × 100 = 15%. Juros simples Nos juros simples, os juros são calculados sempre sobre o capital inicial. O valor dos juros é o mesmo em todos os períodos. Fórmula: J = C × i × n e M = C + J Exemplo: R$ 1.000 a 1% ao mês, por 12 meses. J = 1.000 × 0,01 × 12 = R$ 120. Montante = R$ 1.120. Os juros simples aparecem em poucas situações do dia a dia, como multas e juros de atraso em algumas contas. Juros compostos Nos juros compostos, os juros de cada período entram no cálculo do período seguinte. É o famoso “juros sobre juros”, usado em praticamente todos os investimentos, empréstimos e financiamentos. Fórmula: M = C × (1 + i)ⁿ Exemplo: os mesmos R$ 1.000 a 1% ao mês, por 12 meses. M = 1.000 × (1,01)¹² = R$ 1.126,83. Juros simples x compostos lado a lado Prazo Juros simples Juros compostos 12 meses R$ 1.120,00 R$ 1.126,83 5 anos (60 meses) R$ 1.600,00 R$ 1.816,70 10 anos (120 meses) R$ 2.200,00 R$ 3.300,39 No começo a diferença é pequena, mas com o tempo os juros compostos crescem muito mais rápido. Por isso começar a investir cedo faz tanta diferença. Taxa equivalente: de mensal para anual Nos juros compostos, 1% ao mês não é 12% ao ano. Para converter, use a taxa equivalente: Fórmula: taxa anual = (1 + taxa mensal)¹² − 1 Exemplo: (1,01)¹² − 1 = 0,1268 = 12,68% ao ano. O mesmo raciocínio vale para o caminho inverso: para saber a taxa mensal de 12% ao ano, faça (1,12)^(1/12) − 1 = 0,949% ao mês. Valor presente e valor futuro O valor futuro (FV) responde: “quanto este dinheiro vai valer lá na frente?”. O valor presente (PV) faz a pergunta ao contrário: “quanto vale hoje um valor que vou receber no futuro?”. Fórmula do valor presente: PV = FV ÷ (1 + i)ⁿ Exemplo: quanto vale hoje receber R$ 10.000 daqui a 2 anos, se você consegue 10% ao ano? PV = 10.000 ÷ (1,10)² = R$ 8.264,46. Parcelas de um financiamento No Brasil, a maioria dos empréstimos usa a Tabela Price, em que todas as parcelas têm o mesmo valor. Fórmula: PMT = PV × i ÷ [1 − (1 + i)⁻ⁿ] Exemplo: empréstimo de R$ 10.000 em 12 parcelas, com juros de 2% ao mês. PMT = 10.000 × 0,02 ÷ [1 − (1,02)⁻¹²] = R$ 945,60 por mês. No total, você paga R$ 11.347,20, ou seja, R$ 1.347,20 de juros. Inflação e rentabilidade real Ganhar dinheiro não é o mesmo que ganhar poder de compra. Para saber quanto você ganhou de verdade, desconte a inflação: Fórmula: rentabilidade real = (1 + rentabilidade) ÷ (1 + inflação) − 1 Exemplo: um investimento rendeu 12% no ano e a inflação foi de 5%. Rentabilidade real = 1,12 ÷ 1,05 − 1 = 6,67%, e não 7%. Veja como diferentes investimentos se saíram contra a inflação no nosso simulador de investimentos. Um passo além: VPL e TIR Quando um investimento tem vários pagamentos e recebimentos ao longo do tempo, usamos duas ferramentas: VPL (valor presente líquido): traz todos os valores para hoje e soma. VPL positivo indica que o investimento rende mais que a taxa exigida. TIR (taxa interna de retorno): é a taxa que deixa o VPL igual a zero. Funciona como a “rentabilidade” do projeto. Esses dois conceitos são mais avançados e terão posts próprios nesta trilha. Como fazer as contas na HP 12C A HP 12C usa a lógica RPN: você digita os números primeiro e a operação depois. Para as contas de juros compostos, ela tem cinco teclas financeiras: n, i, PV, PMT e FV. Você informa quatro delas e a calculadora encontra a quinta. Exemplo 1: juros compostos (R$ 1.000 a 1% por 12 meses) f CLx → 12 n → 1

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Por que uma compra “sem juros” às vezes sai mais cara? Quanto o seu dinheiro rende de verdade depois da inflação? Como o banco chega ao valor da parcela? A resposta para todas essas perguntas está na matemática financeira. Neste guia, você aprende os conceitos essenciais do zero, com exemplos simples e o passo a passo na calculadora HP 12C.

O que é matemática financeira

Matemática financeira é a parte da matemática que estuda o valor do dinheiro ao longo do tempo. A ideia central é simples: R$ 100 hoje valem mais do que R$ 100 daqui a um ano, porque o dinheiro de hoje pode ser aplicado e render juros, e porque a inflação reduz o que o dinheiro do futuro compra.

Ela é usada em empréstimos, financiamentos, compras parceladas, investimentos, aposentadoria e na análise de projetos de empresas. Também é cobrada em provas de certificação, como a CPA da ANBIMA, e em concursos.

Os 5 termos que você precisa conhecer

Termo Letra O que significa Tecla na HP 12C
Capital ou valor presente C ou PV O dinheiro no início: o valor aplicado ou emprestado PV
Taxa de juros i O percentual cobrado ou ganho por período i
Prazo n O número de períodos (dias, meses ou anos) n
Juros J O valor ganho ou pago pelo uso do dinheiro —
Montante ou valor futuro M ou FV O valor no final: capital mais juros FV

Regra de ouro: a taxa e o prazo precisam estar no mesmo período. Taxa ao mês pede prazo em meses; taxa ao ano pede prazo em anos.

Porcentagem: o ponto de partida

Quase tudo em finanças é porcentagem. “Por cento” quer dizer “dividido por 100”: 15% é o mesmo que 0,15.

  • Calcular uma porcentagem: 15% de R$ 200 = 200 × 0,15 = R$ 30.
  • Aplicar um desconto: R$ 200 com 15% de desconto = 200 × (1 − 0,15) = R$ 170.
  • Aplicar um aumento: R$ 200 com aumento de 15% = 200 × (1 + 0,15) = R$ 230.
  • Variação percentual: de R$ 200 para R$ 230 = (230 ÷ 200 − 1) × 100 = 15%.

Juros simples

Nos juros simples, os juros são calculados sempre sobre o capital inicial. O valor dos juros é o mesmo em todos os períodos.

Fórmula: J = C × i × n e M = C + J

Exemplo: R$ 1.000 a 1% ao mês, por 12 meses.
J = 1.000 × 0,01 × 12 = R$ 120. Montante = R$ 1.120.

Os juros simples aparecem em poucas situações do dia a dia, como multas e juros de atraso em algumas contas.

Juros compostos

Nos juros compostos, os juros de cada período entram no cálculo do período seguinte. É o famoso “juros sobre juros”, usado em praticamente todos os investimentos, empréstimos e financiamentos.

Fórmula: M = C × (1 + i)ⁿ

Exemplo: os mesmos R$ 1.000 a 1% ao mês, por 12 meses.
M = 1.000 × (1,01)¹² = R$ 1.126,83.

Juros simples x compostos lado a lado

Prazo Juros simples Juros compostos
12 meses R$ 1.120,00 R$ 1.126,83
5 anos (60 meses) R$ 1.600,00 R$ 1.816,70
10 anos (120 meses) R$ 2.200,00 R$ 3.300,39

No começo a diferença é pequena, mas com o tempo os juros compostos crescem muito mais rápido. Por isso começar a investir cedo faz tanta diferença.

Taxa equivalente: de mensal para anual

Nos juros compostos, 1% ao mês não é 12% ao ano. Para converter, use a taxa equivalente:

Fórmula: taxa anual = (1 + taxa mensal)¹² − 1

Exemplo: (1,01)¹² − 1 = 0,1268 = 12,68% ao ano. O mesmo raciocínio vale para o caminho inverso: para saber a taxa mensal de 12% ao ano, faça (1,12)^(1/12) − 1 = 0,949% ao mês.

Valor presente e valor futuro

O valor futuro (FV) responde: “quanto este dinheiro vai valer lá na frente?”. O valor presente (PV) faz a pergunta ao contrário: “quanto vale hoje um valor que vou receber no futuro?”.

Fórmula do valor presente: PV = FV ÷ (1 + i)ⁿ

Exemplo: quanto vale hoje receber R$ 10.000 daqui a 2 anos, se você consegue 10% ao ano? PV = 10.000 ÷ (1,10)² = R$ 8.264,46.

Parcelas de um financiamento

No Brasil, a maioria dos empréstimos usa a Tabela Price, em que todas as parcelas têm o mesmo valor.

Fórmula: PMT = PV × i ÷ [1 − (1 + i)⁻ⁿ]

Exemplo: empréstimo de R$ 10.000 em 12 parcelas, com juros de 2% ao mês.
PMT = 10.000 × 0,02 ÷ [1 − (1,02)⁻¹²] = R$ 945,60 por mês. No total, você paga R$ 11.347,20, ou seja, R$ 1.347,20 de juros.

Inflação e rentabilidade real

Ganhar dinheiro não é o mesmo que ganhar poder de compra. Para saber quanto você ganhou de verdade, desconte a inflação:

Fórmula: rentabilidade real = (1 + rentabilidade) ÷ (1 + inflação) − 1

Exemplo: um investimento rendeu 12% no ano e a inflação foi de 5%. Rentabilidade real = 1,12 ÷ 1,05 − 1 = 6,67%, e não 7%. Veja como diferentes investimentos se saíram contra a inflação no nosso simulador de investimentos.

Um passo além: VPL e TIR

Quando um investimento tem vários pagamentos e recebimentos ao longo do tempo, usamos duas ferramentas:

  • VPL (valor presente líquido): traz todos os valores para hoje e soma. VPL positivo indica que o investimento rende mais que a taxa exigida.
  • TIR (taxa interna de retorno): é a taxa que deixa o VPL igual a zero. Funciona como a “rentabilidade” do projeto.

Esses dois conceitos são mais avançados e terão posts próprios nesta trilha.

Como fazer as contas na HP 12C

A HP 12C usa a lógica RPN: você digita os números primeiro e a operação depois. Para as contas de juros compostos, ela tem cinco teclas financeiras: n, i, PV, PMT e FV. Você informa quatro delas e a calculadora encontra a quinta.

Exemplo 1: juros compostos (R$ 1.000 a 1% por 12 meses)

f CLx → 12 n → 1 i → 1000 CHS PV → FV
Resultado: 1.126,83

Exemplo 2: parcela do empréstimo (R$ 10.000 em 12x a 2%)

f CLx → 12 n → 2 i → 10000 PV → PMT
Resultado: −945,60. O sinal negativo só indica que o dinheiro sai do seu bolso.

Não tem a calculadora? Use a nossa calculadora HP 12C online grátis, com estes e outros exemplos guiados, em que uma mãozinha mostra as teclas sendo apertadas.

Erros comuns de quem está começando

  • Misturar períodos: usar taxa ao ano com prazo em meses.
  • Somar taxas mensais: achar que 1% ao mês é igual a 12% ao ano.
  • Esquecer a inflação: olhar só o rendimento nominal.
  • Esquecer de limpar a HP 12C: não apertar f CLx antes de uma conta nova e usar valores da conta anterior.

Exercício para treinar

Você aplica R$ 5.000 a 0,8% ao mês por 24 meses, em juros compostos. Quanto terá no final?

Resposta: M = 5.000 × (1,008)²⁴ = R$ 6.053,73. Na HP 12C: f CLx → 24 n → 0,8 i → 5000 CHS PV → FV.

Trilha de matemática financeira: do básico ao avançado

Este guia é o ponto de partida. Cada tema abaixo vai ganhar um post completo, com fórmulas, exemplos e exercícios:

Básico

  • Como calcular porcentagem: aumento, desconto e variação
  • Juros simples: o que é, fórmula e exemplos
  • Juros compostos: o que é, fórmula e exemplos
  • Juros simples x juros compostos: qual a diferença
  • Capital, montante, taxa e prazo: os termos da matemática financeira
  • Como usar a HP 12C: guia para iniciantes

Intermediário

  • Taxa equivalente e taxa nominal x efetiva
  • Valor presente e valor futuro
  • Como calcular a parcela de um financiamento
  • Juros embutidos e à vista ou parcelado
  • Inflação e rentabilidade real
  • Quanto guardar por mês para chegar a uma meta

Avançado

  • Tabela Price x SAC e amortização
  • Fluxo de caixa, VPL e TIR
  • Matemática financeira para a CPA
  • Exercícios de matemática financeira resolvidos

Perguntas frequentes

Matemática financeira é difícil?

Não. Com os cinco termos básicos (capital, taxa, prazo, juros e montante) e as fórmulas de juros compostos, você já resolve a maior parte das contas do dia a dia.

Qual a diferença entre juros simples e compostos?

Nos juros simples, os juros incidem só sobre o capital inicial. Nos compostos, incidem também sobre os juros acumulados, por isso crescem mais rápido com o tempo.

Preciso de uma HP 12C para estudar?

Não é obrigatório, mas ajuda muito, principalmente para provas como a CPA. Você pode treinar de graça na nossa calculadora HP 12C online.

Matemática financeira cai na prova da CPA?

Sim. Conceitos como juros compostos, taxa equivalente, rentabilidade real e marcação a mercado aparecem em questões da prova. Treine com o nosso simulado gratuito.

Conteúdo educativo. Os exemplos usam números ilustrativos e não são recomendação de investimento.

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Mercado Financeiro Hoje (26/10): Ibovespa fecha em queda de 13,88% e dólar sobe mais de 8% após reeleição de Lula https://noticiasefinancas.com.br/mercado-financeiro-hoje-26-10-2026/ https://noticiasefinancas.com.br/mercado-financeiro-hoje-26-10-2026/#respond Mon, 26 Oct 2026 16:59:00 +0000 https://noticiasefinancas.com.br/?p=1973 A bolsa brasileira teve um dos piores dias da sua história nesta segunda-feira (26/10). No primeiro pregão depois da reeleição de Lula, o Ibovespa fechou em queda de 13,88%, aos 176.608 pontos, depois de chegar a cair mais de 17%. A B3 acionou o circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020, e o dólar subiu mais de 8%, para cerca de R$ 5,40. Veja os números do fechamento, o que está por trás da queda e o que observar nos próximos dias. Atualizado às 17h30 com o fechamento do mercado (horário de Brasília). Resumo do fechamento Indicador Fechamento Ibovespa −13,88%, aos 176.608 pontos Mínima do dia 169.516 pontos, queda de 17,34% Volume negociado R$ 76,9 bilhões Dólar comercial Alta de mais de 8%, a cerca de R$ 5,40, depois de bater R$ 5,60 na abertura Dólar PTAX (Banco Central) R$ 5,5007 na venda Juros futuros (DI jan/2028) Perto de 14,9% ao longo do dia, alta de cerca de 2 pontos percentuais Circuit breaker Acionado às 9h57, com 30 minutos de pausa Na sexta-feira (23/10), o Ibovespa tinha fechado em 205.082 pontos e o dólar, em R$ 4,99. Em um único pregão, a bolsa perdeu mais de 28 mil pontos. Uma das maiores quedas desde o Plano Real A queda de 13,88% está entre as maiores de um único dia desde o Plano Real. O recorde continua sendo o de setembro de 1998, quando o Ibovespa caiu 15,83% durante a crise da Rússia. Na lista também aparecem a crise asiática, em outubro de 1997 (−14,98%), e os dias de pânico do começo da pandemia, em março de 2020, como o 12 de março (−14,78%) e o 16 de março (−13,92%). A diferença é a origem: quase todas essas quedas vieram de crises internacionais. A de hoje tem causa interna, ligada à reação do mercado ao resultado da eleição. O que é o circuit breaker acionado hoje O circuit breaker é um mecanismo de segurança da B3. Quando o Ibovespa cai 10% em relação ao fechamento anterior, os negócios com ações ficam suspensos por 30 minutos, para os investidores “respirarem” e reavaliarem as ordens. As regras da B3 também preveem novas paradas em quedas maiores. A última vez que o mecanismo tinha sido acionado foi em março de 2020, no começo da pandemia. No mercado futuro, a B3 ampliou o limite de oscilação do Ibovespa futuro de −15% para −20%. Entenda o movimento no nosso texto sobre o Ibovespa futuro hoje. Dólar dispara e juros futuros sobem O dólar abriu em alta de mais de 12%, a cerca de R$ 5,60, e foi reduzindo a alta ao longo do dia até fechar perto de R$ 5,40. A PTAX, taxa média calculada pelo Banco Central e usada em contratos, ficou em R$ 5,5007. Os juros futuros também subiram forte: o DI para janeiro de 2028 foi para perto de 14,9%, e os vencimentos mais longos passaram de 15%. Juros futuros mais altos indicam que o mercado passou a cobrar mais para financiar o governo e espera juros altos por mais tempo. Mais detalhes sobre a moeda em Dólar hoje. Tesouro e Fazenda tentam acalmar o mercado Tesouro Nacional: cancelou os leilões de títulos prefixados e atrelados à inflação (IPCA+) previstos para esta semana e manteve o leilão de Tesouro Selic. Também recomprou cerca de R$ 7,1 bilhões em títulos prefixados (NTN-F) e fez um leilão de compra de títulos atrelados à inflação (NTN-B). Recomprar títulos ajuda a dar liquidez quando muita gente quer vender ao mesmo tempo. Ministério da Fazenda: o ministro Dario Durigan afirmou que o governo deve buscar, ainda este ano, mudanças na lei e, se necessário, na Constituição, para perseguir o centro da meta fiscal. Equipe econômica do novo mandato: segundo coluna do jornal O Globo, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, é o nome mais citado para comandar a Fazenda. Ainda não há anúncio oficial. Ações: quem mais caiu e quem subiu Maiores quedas Varejo e empresas endividadas: Magazine Luiza (MGLU3) chegou a cair perto de 60% no fim da tarde. Hapvida (HAPV3) recuava mais de 50%, e C&A (CEAB3) também chegou a cair 50%. B3 (B3SA3): a própria bolsa chegou a cair perto de 47%. Bancos: o Banco do Brasil (BBAS3) chegou a cair mais de 30% durante o dia, e Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) também tiveram quedas fortes. Quem subiu Exportadoras, que ganham em dólar, andaram na contramão: Embraer (EMBJ3) subia perto de 9% no fim do pregão, e Vale (VALE3), mais de 4%. Variações aproximadas, registradas perto do fim do pregão. Os percentuais finais de cada ação podem ser um pouco diferentes. Por que o mercado reagiu assim Desde o primeiro turno, os preços vinham subindo apostando em uma troca de governo. Com a reeleição de Lula, essa aposta foi desfeita de uma vez. Para analistas, pesam a preocupação com o aumento de gastos sem fonte clara de recursos e a expectativa de mais quatro anos de política econômica parecida com a atual. Entenda as propostas do governo no nosso texto Economia com Lula reeleito. No campo político, Flávio Bolsonaro disse que não reconhece o resultado e que vai pedir a anulação do segundo turno à Justiça Eleitoral. O que observar nos próximos dias A equipe econômica: o nome do ministro da Fazenda do novo mandato e os primeiros sinais sobre o arcabouço fiscal devem definir se a bolsa recupera parte da queda. Banco Central e Tesouro: novas ações para dar liquidez ao mercado de câmbio e de títulos. O Copom de novembro: com a Selic em 13,75% e o dólar em alta, cresce a dúvida sobre novos cortes de juros. A contestação do resultado: o pedido de anulação anunciado por Flávio Bolsonaro e a resposta da Justiça Eleitoral. O que isso muda para você Vai viajar ou comprar em dólar? O dólar mais caro encarece compras e viagens. Compare o custo com IOF no nosso conversor de moedas. Tem Tesouro IPCA+ ou prefixado? Com os juros futuros em alta, o saldo

O post Mercado Financeiro Hoje (26/10): Ibovespa fecha em queda de 13,88% e dólar sobe mais de 8% após reeleição de Lula apareceu primeiro em Notícias e Finanças.

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A bolsa brasileira teve um dos piores dias da sua história nesta segunda-feira (26/10). No primeiro pregão depois da reeleição de Lula, o Ibovespa fechou em queda de 13,88%, aos 176.608 pontos, depois de chegar a cair mais de 17%. A B3 acionou o circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020, e o dólar subiu mais de 8%, para cerca de R$ 5,40. Veja os números do fechamento, o que está por trás da queda e o que observar nos próximos dias.

Atualizado às 17h30 com o fechamento do mercado (horário de Brasília).

Resumo do fechamento

Indicador Fechamento
Ibovespa −13,88%, aos 176.608 pontos
Mínima do dia 169.516 pontos, queda de 17,34%
Volume negociado R$ 76,9 bilhões
Dólar comercial Alta de mais de 8%, a cerca de R$ 5,40, depois de bater R$ 5,60 na abertura
Dólar PTAX (Banco Central) R$ 5,5007 na venda
Juros futuros (DI jan/2028) Perto de 14,9% ao longo do dia, alta de cerca de 2 pontos percentuais
Circuit breaker Acionado às 9h57, com 30 minutos de pausa

Na sexta-feira (23/10), o Ibovespa tinha fechado em 205.082 pontos e o dólar, em R$ 4,99. Em um único pregão, a bolsa perdeu mais de 28 mil pontos.

Uma das maiores quedas desde o Plano Real

A queda de 13,88% está entre as maiores de um único dia desde o Plano Real. O recorde continua sendo o de setembro de 1998, quando o Ibovespa caiu 15,83% durante a crise da Rússia. Na lista também aparecem a crise asiática, em outubro de 1997 (−14,98%), e os dias de pânico do começo da pandemia, em março de 2020, como o 12 de março (−14,78%) e o 16 de março (−13,92%).

A diferença é a origem: quase todas essas quedas vieram de crises internacionais. A de hoje tem causa interna, ligada à reação do mercado ao resultado da eleição.

O que é o circuit breaker acionado hoje

O circuit breaker é um mecanismo de segurança da B3. Quando o Ibovespa cai 10% em relação ao fechamento anterior, os negócios com ações ficam suspensos por 30 minutos, para os investidores “respirarem” e reavaliarem as ordens. As regras da B3 também preveem novas paradas em quedas maiores. A última vez que o mecanismo tinha sido acionado foi em março de 2020, no começo da pandemia.

No mercado futuro, a B3 ampliou o limite de oscilação do Ibovespa futuro de −15% para −20%. Entenda o movimento no nosso texto sobre o Ibovespa futuro hoje.

Dólar dispara e juros futuros sobem

O dólar abriu em alta de mais de 12%, a cerca de R$ 5,60, e foi reduzindo a alta ao longo do dia até fechar perto de R$ 5,40. A PTAX, taxa média calculada pelo Banco Central e usada em contratos, ficou em R$ 5,5007.

Os juros futuros também subiram forte: o DI para janeiro de 2028 foi para perto de 14,9%, e os vencimentos mais longos passaram de 15%. Juros futuros mais altos indicam que o mercado passou a cobrar mais para financiar o governo e espera juros altos por mais tempo. Mais detalhes sobre a moeda em Dólar hoje.

Tesouro e Fazenda tentam acalmar o mercado

  • Tesouro Nacional: cancelou os leilões de títulos prefixados e atrelados à inflação (IPCA+) previstos para esta semana e manteve o leilão de Tesouro Selic. Também recomprou cerca de R$ 7,1 bilhões em títulos prefixados (NTN-F) e fez um leilão de compra de títulos atrelados à inflação (NTN-B). Recomprar títulos ajuda a dar liquidez quando muita gente quer vender ao mesmo tempo.
  • Ministério da Fazenda: o ministro Dario Durigan afirmou que o governo deve buscar, ainda este ano, mudanças na lei e, se necessário, na Constituição, para perseguir o centro da meta fiscal.
  • Equipe econômica do novo mandato: segundo coluna do jornal O Globo, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, é o nome mais citado para comandar a Fazenda. Ainda não há anúncio oficial.

Ações: quem mais caiu e quem subiu

Maiores quedas

  • Varejo e empresas endividadas: Magazine Luiza (MGLU3) chegou a cair perto de 60% no fim da tarde. Hapvida (HAPV3) recuava mais de 50%, e C&A (CEAB3) também chegou a cair 50%.
  • B3 (B3SA3): a própria bolsa chegou a cair perto de 47%.
  • Bancos: o Banco do Brasil (BBAS3) chegou a cair mais de 30% durante o dia, e Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4) também tiveram quedas fortes.

Quem subiu

  • Exportadoras, que ganham em dólar, andaram na contramão: Embraer (EMBJ3) subia perto de 9% no fim do pregão, e Vale (VALE3), mais de 4%.

Variações aproximadas, registradas perto do fim do pregão. Os percentuais finais de cada ação podem ser um pouco diferentes.

Por que o mercado reagiu assim

Desde o primeiro turno, os preços vinham subindo apostando em uma troca de governo. Com a reeleição de Lula, essa aposta foi desfeita de uma vez. Para analistas, pesam a preocupação com o aumento de gastos sem fonte clara de recursos e a expectativa de mais quatro anos de política econômica parecida com a atual. Entenda as propostas do governo no nosso texto Economia com Lula reeleito.

No campo político, Flávio Bolsonaro disse que não reconhece o resultado e que vai pedir a anulação do segundo turno à Justiça Eleitoral.

O que observar nos próximos dias

  1. A equipe econômica: o nome do ministro da Fazenda do novo mandato e os primeiros sinais sobre o arcabouço fiscal devem definir se a bolsa recupera parte da queda.
  2. Banco Central e Tesouro: novas ações para dar liquidez ao mercado de câmbio e de títulos.
  3. O Copom de novembro: com a Selic em 13,75% e o dólar em alta, cresce a dúvida sobre novos cortes de juros.
  4. A contestação do resultado: o pedido de anulação anunciado por Flávio Bolsonaro e a resposta da Justiça Eleitoral.

O que isso muda para você

  • Vai viajar ou comprar em dólar? O dólar mais caro encarece compras e viagens. Compare o custo com IOF no nosso conversor de moedas.
  • Tem Tesouro IPCA+ ou prefixado? Com os juros futuros em alta, o saldo desses títulos cai no extrato, por causa da marcação a mercado. Quem leva até o vencimento recebe a taxa contratada. O Tesouro Selic oscila pouco.
  • Investe em ações? Em dias de pânico, vender por impulso costuma travar o prejuízo. Revise seus objetivos antes de qualquer decisão.

Acompanhe ao vivo o dólar e o Ibovespa, à vista e no mercado futuro, na nossa página de cotações do dólar futuro e do Ibovespa futuro.

Este conteúdo é informativo e educativo e não é recomendação de investimento. Dados do fechamento de 26/10/2026.

Fontes: InfoMoney; CNN Brasil; CNN Brasil (maiores quedas da história); B3; Tesouro Nacional; Banco Central.

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O Que é Microeconomia? Como Ela Afeta Suas Decisões Pessoais https://noticiasefinancas.com.br/o-que-e-microeconomia-decisoes-pessoais/ https://noticiasefinancas.com.br/o-que-e-microeconomia-decisoes-pessoais/#respond Mon, 26 Oct 2026 14:00:47 +0000 https://noticiasefinancas.com.br/?p=1414 Por que o preço do tomate sobe e desce? o que faz você gastar mais em promoção do que planejava? Qual o motivo dos produtos ter preços tão diferentes em lojas vizinhas? As respostas estão na microeconomia, a parte da economia que explica como pessoas, famílias e empresas tomam decisões. E o melhor: você usa os conceitos dela todos os dias, mesmo sem perceber. Neste post, eu explico o que é microeconomia, os conceitos mais importantes e como aplicá-los para decidir melhor sobre o seu dinheiro. O que é microeconomia? Microeconomia estuda como os agentes individuais (consumidores, trabalhadores, empresas) fazem escolhas diante de recursos limitados, e como essas escolhas formam preços e mercados. Pense em uma lupa: em vez de olhar o país inteiro, ela foca em uma padaria, um trabalhador, um produto, uma família. Micro x macroeconomia Microeconomia Macroeconomia Foco Indivíduos, empresas e mercados específicos A economia como um todo Perguntas típicas Por que o preço do café mudou? Devo comprar ou alugar? Por que a inflação subiu? O PIB está crescendo? Exemplos Oferta e demanda de um produto, salário de uma profissão PIB, Selic, desemprego, câmbio As duas conversam o tempo todo. Quando a Selic sobe (macro), financiar uma compra fica mais caro para você e para a empresa (micro). Veja o outro lado em O que é Macroeconomia? (com exemplos práticos). 9 conceitos de microeconomia que você já usa 1. Escassez e escolha Seus recursos (dinheiro, tempo, energia) são limitados, e suas vontades, nem tanto. Por isso, escolher é inevitável. Toda decisão econômica começa aqui. No dia a dia: com um salário fixo, você não consegue pagar tudo. Algo tem que ficar de fora. 2. Custo de oportunidade É o valor da melhor alternativa que você deixa de lado quando faz uma escolha. Exemplo (hipotético): você tem R$ 1.000 sobrando. Se gastar em uma TV nova, deixa de usar esse dinheiro para quitar uma dívida ou reforçar a reserva. O “custo” real da TV é essa alternativa perdida. Pergunta útil antes de gastar: “O que eu deixo de fazer com esse dinheiro?” 3. Oferta e demanda Demanda: o quanto as pessoas querem comprar a cada preço Oferta: o quanto os vendedores querem vender a cada preço Quando muita gente quer algo e há pouco disponível, o preço sobe. Quando há muito e pouca procura, o preço cai. Exemplo: se uma chuva forte estraga parte da colheita de tomate, a oferta diminui, e o preço tende a subir. Quando a safra normaliza, o preço tende a cair. 4. Preço de equilíbrio É o preço em que a quantidade que os consumidores querem comprar é igual à que os produtores querem vender. Os mercados tendem a procurar esse ponto, mas ele muda sempre que a oferta ou a demanda mudam. 5. Elasticidade: o quanto o preço muda o seu comportamento Mede o quanto a procura reage a uma mudança de preço. Bens essenciais (remédio de uso contínuo, energia): a demanda cai pouco quando o preço sobe, porque você precisa deles Bens supérfluos (sorvete, passeio, eletrônico novo): a demanda cai bastante, porque dá para adiar ou trocar Por que importa: as empresas usam isso para definir preços e promoções. Você pode usar para saber onde cortar primeiro quando o orçamento aperta. 6. Utilidade marginal: o primeiro pedaço da pizza vale mais que o quinto O prazer (ou benefício) de cada unidade extra diminui conforme você consome mais. Exemplo: o primeiro dia de academia traz muito benefício. Contratar um plano de luxo com serviços que você nunca usa traz pouco. Pergunte sempre se o extra vale o que custa. 7. Incentivos As pessoas respondem a recompensas e custos. Se algo fica mais barato ou premiado, fazemos mais. Se fica mais caro ou punido, fazemos menos. Exemplo: cashback, desconto para pagamento à vista, programas de pontos e juros do cartão são incentivos desenhados para mudar o seu comportamento. 8. Custos: fixos, variáveis e afundados Fixos: não mudam com o uso (aluguel, mensalidade) Variáveis: mudam com o uso (combustível, conta de luz) Afundados: já foram pagos e não voltam, aconteça o que acontecer Armadilha clássica: continuar em algo ruim só porque “já gastei muito”. Exemplo: ir a um evento ruim porque o ingresso já foi pago, ou manter uma academia que você não usa pelo mesmo motivo. O dinheiro gasto é passado. A decisão deve olhar para o que acontece de agora em diante. 9. Estruturas de mercado e concorrência Quando há muitos vendedores, a concorrência tende a baixar preços e melhorar a qualidade. Quando há poucos (ou só um), eles têm mais poder de definir preços. Na prática: comparar preços e opções, e saber que existe alternativa, aumenta o seu poder de negociação. Como a microeconomia afeta as suas decisões pessoais Compras e consumo Antes de comprar, pense no custo de oportunidade Compare preços em vários lugares Evite compras por impulso em promoções que você não planejava Pergunte se o “extra” vale a pena (utilidade marginal) Trabalho e carreira O seu salário também é um preço, resultado de oferta e demanda no mercado de trabalho. Profissões com procura alta e poucos profissionais tendem a pagar mais. Investir em habilidades raras e valorizadas aumenta o seu poder de negociação. Moradia: comprar ou alugar? Aqui entram custos de oportunidade, custos fixos, riscos e a liquidez do dinheiro. Não há resposta única. A decisão depende de preço, prazo, juros, sua estabilidade e seus objetivos. Crédito e parcelamento Parcelar parece barato porque a parcela cabe no mês, mas o custo total pode ser bem maior. Compare o CET (Custo Efetivo Total), e não só a parcela. Investimentos Todo investimento tem custo de oportunidade e risco. Comparar rentabilidade, prazo, liquidez e custos é aplicar microeconomia ao seu patrimônio. Se você tem um negócio Entender custos, preços, concorrência e a elasticidade da sua clientela ajuda a definir preço, promoção e estoque. Os vieses do dia a dia: quando a nossa cabeça atrapalha A chamada economia comportamental mostra que nem sempre agimos como “racionais”. Alguns exemplos comuns: Viés

O post O Que é Microeconomia? Como Ela Afeta Suas Decisões Pessoais apareceu primeiro em Notícias e Finanças.

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Por que o preço do tomate sobe e desce? o que faz você gastar mais em promoção do que planejava? Qual o motivo dos produtos ter preços tão diferentes em lojas vizinhas?

As respostas estão na microeconomia, a parte da economia que explica como pessoas, famílias e empresas tomam decisões. E o melhor: você usa os conceitos dela todos os dias, mesmo sem perceber.

Neste post, eu explico o que é microeconomia, os conceitos mais importantes e como aplicá-los para decidir melhor sobre o seu dinheiro.

O que é microeconomia?

Microeconomia estuda como os agentes individuais (consumidores, trabalhadores, empresas) fazem escolhas diante de recursos limitados, e como essas escolhas formam preços e mercados.

Pense em uma lupa: em vez de olhar o país inteiro, ela foca em uma padaria, um trabalhador, um produto, uma família.

Micro x macroeconomia

Microeconomia Macroeconomia
Foco Indivíduos, empresas e mercados específicos A economia como um todo
Perguntas típicas Por que o preço do café mudou? Devo comprar ou alugar? Por que a inflação subiu? O PIB está crescendo?
Exemplos Oferta e demanda de um produto, salário de uma profissão PIB, Selic, desemprego, câmbio

As duas conversam o tempo todo. Quando a Selic sobe (macro), financiar uma compra fica mais caro para você e para a empresa (micro).

Veja o outro lado em O que é Macroeconomia? (com exemplos práticos).

9 conceitos de microeconomia que você já usa

1. Escassez e escolha

Seus recursos (dinheiro, tempo, energia) são limitados, e suas vontades, nem tanto. Por isso, escolher é inevitável. Toda decisão econômica começa aqui.

No dia a dia: com um salário fixo, você não consegue pagar tudo. Algo tem que ficar de fora.

2. Custo de oportunidade

É o valor da melhor alternativa que você deixa de lado quando faz uma escolha.

Exemplo (hipotético): você tem R$ 1.000 sobrando. Se gastar em uma TV nova, deixa de usar esse dinheiro para quitar uma dívida ou reforçar a reserva. O “custo” real da TV é essa alternativa perdida.

Pergunta útil antes de gastar: “O que eu deixo de fazer com esse dinheiro?”

3. Oferta e demanda

  • Demanda: o quanto as pessoas querem comprar a cada preço
  • Oferta: o quanto os vendedores querem vender a cada preço

Quando muita gente quer algo e há pouco disponível, o preço sobe. Quando há muito e pouca procura, o preço cai.

Exemplo: se uma chuva forte estraga parte da colheita de tomate, a oferta diminui, e o preço tende a subir. Quando a safra normaliza, o preço tende a cair.

4. Preço de equilíbrio

É o preço em que a quantidade que os consumidores querem comprar é igual à que os produtores querem vender. Os mercados tendem a procurar esse ponto, mas ele muda sempre que a oferta ou a demanda mudam.

5. Elasticidade: o quanto o preço muda o seu comportamento

Mede o quanto a procura reage a uma mudança de preço.

  • Bens essenciais (remédio de uso contínuo, energia): a demanda cai pouco quando o preço sobe, porque você precisa deles
  • Bens supérfluos (sorvete, passeio, eletrônico novo): a demanda cai bastante, porque dá para adiar ou trocar

Por que importa: as empresas usam isso para definir preços e promoções. Você pode usar para saber onde cortar primeiro quando o orçamento aperta.

6. Utilidade marginal: o primeiro pedaço da pizza vale mais que o quinto

O prazer (ou benefício) de cada unidade extra diminui conforme você consome mais.

Exemplo: o primeiro dia de academia traz muito benefício. Contratar um plano de luxo com serviços que você nunca usa traz pouco. Pergunte sempre se o extra vale o que custa.

7. Incentivos

As pessoas respondem a recompensas e custos. Se algo fica mais barato ou premiado, fazemos mais. Se fica mais caro ou punido, fazemos menos.

Exemplo: cashback, desconto para pagamento à vista, programas de pontos e juros do cartão são incentivos desenhados para mudar o seu comportamento.

8. Custos: fixos, variáveis e afundados

  • Fixos: não mudam com o uso (aluguel, mensalidade)
  • Variáveis: mudam com o uso (combustível, conta de luz)
  • Afundados: já foram pagos e não voltam, aconteça o que acontecer

Armadilha clássica: continuar em algo ruim só porque “já gastei muito”. Exemplo: ir a um evento ruim porque o ingresso já foi pago, ou manter uma academia que você não usa pelo mesmo motivo. O dinheiro gasto é passado. A decisão deve olhar para o que acontece de agora em diante.

9. Estruturas de mercado e concorrência

Quando há muitos vendedores, a concorrência tende a baixar preços e melhorar a qualidade. Quando há poucos (ou só um), eles têm mais poder de definir preços.

Na prática: comparar preços e opções, e saber que existe alternativa, aumenta o seu poder de negociação.

Como a microeconomia afeta as suas decisões pessoais

Compras e consumo

  • Antes de comprar, pense no custo de oportunidade
  • Compare preços em vários lugares
  • Evite compras por impulso em promoções que você não planejava
  • Pergunte se o “extra” vale a pena (utilidade marginal)

Trabalho e carreira

O seu salário também é um preço, resultado de oferta e demanda no mercado de trabalho. Profissões com procura alta e poucos profissionais tendem a pagar mais. Investir em habilidades raras e valorizadas aumenta o seu poder de negociação.

Moradia: comprar ou alugar?

Aqui entram custos de oportunidade, custos fixos, riscos e a liquidez do dinheiro. Não há resposta única. A decisão depende de preço, prazo, juros, sua estabilidade e seus objetivos.

Crédito e parcelamento

Parcelar parece barato porque a parcela cabe no mês, mas o custo total pode ser bem maior. Compare o CET (Custo Efetivo Total), e não só a parcela.

Investimentos

Todo investimento tem custo de oportunidade e risco. Comparar rentabilidade, prazo, liquidez e custos é aplicar microeconomia ao seu patrimônio.

Se você tem um negócio

Entender custos, preços, concorrência e a elasticidade da sua clientela ajuda a definir preço, promoção e estoque.

Os vieses do dia a dia: quando a nossa cabeça atrapalha

A chamada economia comportamental mostra que nem sempre agimos como “racionais”. Alguns exemplos comuns:

Viés O que é Exemplo
Ancoragem Dar peso demais ao primeiro número que vemos “De R$ 500 por R$ 300” parece barato, mesmo que o valor justo seja R$ 250
Aversão à perda Perder dói mais que ganhar alegra Segurar um investimento que só cai, para “não realizar o prejuízo”
Custo afundado Insistir pelo que já foi gasto Manter um curso ruim por já ter pago
Viés do presente Preferir o prazer imediato ao ganho futuro Gastar hoje o que deveria ir para a reserva
Efeito manada Fazer o que todo mundo faz Comprar algo só porque “está em alta”

Reconhecer esses vieses é o primeiro passo para evitá-los.

Passo a passo para decidir melhor (com microeconomia)

  1. Defina o objetivo: o que eu realmente quero com essa decisão?
  2. Liste as alternativas, incluindo “não fazer nada”
  3. Calcule o custo total, e não só o preço (parcelas, juros, manutenção)
  4. Pergunte pelo custo de oportunidade: o que eu deixo de ter?
  5. Ignore o que já foi gasto e olhe para a frente
  6. Compare preços e opções
  7. Espere 24 horas antes de compras grandes
  8. Reveja a decisão depois e aprenda com ela

Para aplicar tudo isso no seu dia a dia, leia Economia doméstica: como aplicar conceitos econômicos no seu orçamento.

Mitos sobre microeconomia

Mito Realidade
“É só para quem tem empresa” Ela explica as decisões de qualquer pessoa
“Pessoas sempre agem de forma racional” Vieses e emoções influenciam muito
“Preço alto é sempre abuso” Pode refletir oferta escassa, custos maiores ou muita procura
“Barato é sempre melhor” O custo total e a qualidade também contam

Aprenda a decidir melhor sobre o seu dinheiro

Entender como as escolhas funcionam é o primeiro passo para ter mais controle. Se você quer aprender a organizar seus investimentos com mais clareza, conheça o [Investimentos (Aposente + Cedo) e veja se faz sentido para o seu momento.

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Perguntas frequentes

O que é microeconomia, de forma simples?

É o estudo de como pessoas e empresas fazem escolhas e como isso define preços e mercados.

Qual a diferença entre micro e macroeconomia?

A micro olha para decisões individuais e mercados específicos. A macro olha para o conjunto da economia, com PIB, inflação, juros e câmbio.

O que é custo de oportunidade?

É o valor da melhor alternativa que você abre mão ao fazer uma escolha.

Por que os preços mudam?

Principalmente por mudanças na oferta e na demanda, nos custos de produção e no nível de concorrência.

Como usar a microeconomia para economizar?

Compare opções, calcule o custo total, pense no custo de oportunidade, evite compras por impulso e ignore custos já pagos ao decidir.

Conclusão

Microeconomia é a economia do seu dia a dia: no mercado, no emprego, no crédito e nos investimentos. Quem entende escassez, custo de oportunidade, oferta e demanda, incentivos e vieses toma decisões melhores e se deixa levar menos por promoções e impulsos.

Comece aplicando uma pergunta: “O que eu deixo de fazer ao escolher isso?” 💡

Este conteúdo é informativo e educativo e não constitui recomendação de investimento ou de consumo. Os exemplos numéricos são hipotéticos. Antes de decisões importantes, avalie a sua situação e, se precisar, procure um profissional habilitado.

 

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Ibovespa futuro despenca quase 15% após a reeleição de Lula https://noticiasefinancas.com.br/ibovespa-futuro-hoje-reeleicao-lula/ https://noticiasefinancas.com.br/ibovespa-futuro-hoje-reeleicao-lula/#respond Mon, 26 Oct 2026 12:43:24 +0000 https://noticiasefinancas.com.br/?p=1939 A bolsa brasileira ainda nem abriu, mas o contrato futuro do Ibovespa já mostrou o tamanho do susto. Veja o que aconteceu. O que aconteceu com o Ibovespa futuro? O contrato futuro do Ibovespa (INDFUT) abriu em queda forte. Por volta das 9h, ele recuava 14,84%, a 177.215 pontos. Pouco depois, as negociações foram suspensas. Para comparar: o Ibovespa fechou a sexta (23/10) em 205.082 pontos. O que é o Ibovespa futuro? É um contrato que negocia o preço do Ibovespa no futuro. Ele abre antes da bolsa e funciona como termômetro. Mas atenção: não é o Ibovespa em si. O índice à vista só começa a ser calculado quando a B3 abre as ações, às 10h. B3 ampliou o limite de queda Para segurar o movimento, a B3 mudou as regras do dia. O limite de queda dos contratos futuros do Ibovespa passou de -10% para -15%, em todos os vencimentos. Os minicontratos (mini índice, o WIN) seguem a mesma regra. O feed ao vivo da matéria indica uma nova mudança às 9h13, de -15% para -20%. Essa informação não consta no texto principal, então confirme no site da B3 antes de usá-la. O que é circuit breaker? É uma pausa automática, que dá tempo para o mercado respirar quando os preços caem rápido demais. Ela evita decisões em pânico. Por que a bolsa reagiu assim? A reeleição de Lula (PT) pegou o mercado de surpresa. Com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), a diferença foi de mais de 4,3 milhões de votos. No 1º turno, Flávio tinha saído na frente, por 2,2 milhões. As pesquisas indicavam outro resultado. Depois do 1º turno, os ativos brasileiros tinham subido, apostando em uma mudança de governo. Com a reeleição, essa aposta foi desfeita. A Monte Bravo afirmou que o resultado obriga o mercado a rever o prêmio de risco dos ativos brasileiros e deve provocar ajustes grandes nas carteiras. E o dólar e o EWZ? O dólar disparou cerca de 8%, perto de R$ 5,50 na leitura ao vivo da matéria. Outra matéria do mesmo veículo informa abertura a R$ 5,4247 no mercado à vista. O EWZ, ETF que representa a bolsa brasileira em Nova York, chegou a cair mais de 30% no pré-mercado. O que observar ao longo do dia A abertura da B3, às 10h, e se o Ibovespa à vista segue o futuro. Novas pausas no pregão, caso o limite de queda seja atingido. O dólar à vista, em relação aos R$ 5,42 da abertura. Os primeiros sinais do governo sobre a equipe econômica. Perguntas rápidas O Ibovespa vai cair 15% hoje? Não dá para saber. O contrato futuro mostra a reação inicial, mas o índice à vista pode abrir e fechar em nível diferente. Por que o mercado futuro foi suspenso? Porque a queda atingiu o limite previsto nas regras da B3. É um mecanismo de proteção, normal em dias de oscilação extrema. Devo vender minhas ações agora? Depende do seu objetivo e do seu prazo. Dias assim misturam notícia e emoção. Se tiver dúvida, converse com um profissional. Este conteúdo é informativo e não é recomendação de investimento. Fonte: Money Times

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A bolsa brasileira ainda nem abriu, mas o contrato futuro do Ibovespa já mostrou o tamanho do susto. Veja o que aconteceu.

O que aconteceu com o Ibovespa futuro?

O contrato futuro do Ibovespa (INDFUT) abriu em queda forte. Por volta das 9h, ele recuava 14,84%, a 177.215 pontos. Pouco depois, as negociações foram suspensas.

Para comparar: o Ibovespa fechou a sexta (23/10) em 205.082 pontos.

O que é o Ibovespa futuro?

É um contrato que negocia o preço do Ibovespa no futuro. Ele abre antes da bolsa e funciona como termômetro. Mas atenção: não é o Ibovespa em si. O índice à vista só começa a ser calculado quando a B3 abre as ações, às 10h.

B3 ampliou o limite de queda

Para segurar o movimento, a B3 mudou as regras do dia. O limite de queda dos contratos futuros do Ibovespa passou de -10% para -15%, em todos os vencimentos. Os minicontratos (mini índice, o WIN) seguem a mesma regra.

O feed ao vivo da matéria indica uma nova mudança às 9h13, de -15% para -20%. Essa informação não consta no texto principal, então confirme no site da B3 antes de usá-la.

O que é circuit breaker?

É uma pausa automática, que dá tempo para o mercado respirar quando os preços caem rápido demais. Ela evita decisões em pânico.

Por que a bolsa reagiu assim?

A reeleição de Lula (PT) pegou o mercado de surpresa. Com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), a diferença foi de mais de 4,3 milhões de votos. No 1º turno, Flávio tinha saído na frente, por 2,2 milhões. As pesquisas indicavam outro resultado.

Depois do 1º turno, os ativos brasileiros tinham subido, apostando em uma mudança de governo. Com a reeleição, essa aposta foi desfeita.

A Monte Bravo afirmou que o resultado obriga o mercado a rever o prêmio de risco dos ativos brasileiros e deve provocar ajustes grandes nas carteiras.

E o dólar e o EWZ?

  • O dólar disparou cerca de 8%, perto de R$ 5,50 na leitura ao vivo da matéria. Outra matéria do mesmo veículo informa abertura a R$ 5,4247 no mercado à vista.
  • O EWZ, ETF que representa a bolsa brasileira em Nova York, chegou a cair mais de 30% no pré-mercado.

O que observar ao longo do dia

  1. A abertura da B3, às 10h, e se o Ibovespa à vista segue o futuro.
  2. Novas pausas no pregão, caso o limite de queda seja atingido.
  3. O dólar à vista, em relação aos R$ 5,42 da abertura.
  4. Os primeiros sinais do governo sobre a equipe econômica.

Perguntas rápidas

O Ibovespa vai cair 15% hoje?

Não dá para saber. O contrato futuro mostra a reação inicial, mas o índice à vista pode abrir e fechar em nível diferente.

Por que o mercado futuro foi suspenso?

Porque a queda atingiu o limite previsto nas regras da B3. É um mecanismo de proteção, normal em dias de oscilação extrema.

Devo vender minhas ações agora?

Depende do seu objetivo e do seu prazo. Dias assim misturam notícia e emoção. Se tiver dúvida, converse com um profissional.

Este conteúdo é informativo e não é recomendação de investimento.

Fonte: Money Times

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Dólar hoje: moeda abre em alta de mais de 8% após a reeleição https://noticiasefinancas.com.br/dolar-hoje-reeleicao-lula/ https://noticiasefinancas.com.br/dolar-hoje-reeleicao-lula/#respond Mon, 26 Oct 2026 12:31:44 +0000 https://noticiasefinancas.com.br/?p=1936 O dólar começou a segunda-feira (26) em forte alta. Veja o que aconteceu e o que dizem os analistas. Quanto o dólar abriu hoje? O dólar à vista abriu a R$ 5,4247, uma alta de 8,64%. Na sexta (23/10), ele tinha fechado a R$ 4,9931. Em outras palavras, a moeda americana ficou cerca de 43 centavos mais cara em uma noite. Por que o dólar disparou? O motivo principal foi o resultado da eleição. Lula (PT) venceu o 2º turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença foi de mais de 4,3 milhões de votos. O resultado também contrariou as expectativas. As pesquisas indicavam outro cenário, e Flávio tinha vencido o 1º turno por 2,2 milhões de votos. Segundo o Money Times, é a primeira vez desde 1989 que quem ficou em 2º lugar no 1º turno vence a disputa final. Quando o mercado é pego de surpresa, ele reprecifica tudo de uma vez. É isso que explica a força do movimento. B3 ampliou o limite de oscilação Para evitar saltos ainda maiores, a B3 mudou as regras do pregão de hoje. O limite máximo de alta nos contratos futuros de dólar e mini dólar passou de 6% para 12%. A mudança vale só para hoje. Isso significa que os contratos podem subir mais antes de serem interrompidos. O que dizem os analistas Chris Turner (ING): a alta de 5% a 7% na abertura não surpreende, e ele via o dólar entre R$ 5,20 e R$ 5,25. Ele cita as contas públicas como ponto fraco, com déficit de 7% a 8% do PIB e dívida líquida de cerca de 70% do PIB. Ágora Investimentos: o Banco Central pode atuar no câmbio. A escolha da equipe econômica e os primeiros sinais sobre as contas públicas devem definir quanto tempo e quão forte será a aversão ao risco. Wells Fargo: previa dólar a R$ 5,30 com a reeleição, mas vê fatores externos e o carry trade (ganho com a diferença de juros entre países) ajudando a segurar o real. Atenção: são projeções e opiniões, não garantias. O que observar ao longo do dia O dólar à vista em relação à abertura de R$ 5,42. A abertura da bolsa, às 10h, e eventuais pausas no pregão. Qualquer ação do Banco Central no câmbio. Sinais do governo sobre a equipe econômica e as contas públicas. Perguntas rápidas O dólar vai continuar subindo? Ninguém sabe. A abertura mostra a primeira reação, e o resto do dia pode ser diferente. O que é circuit breaker? É uma pausa automática nas negociações quando os preços variam demais em pouco tempo. Serve para dar tempo ao mercado de absorver a notícia. Devo comprar dólar agora? Essa decisão depende do seu objetivo e do seu prazo. Evite agir por impulso em dia de forte movimento e, se tiver dúvida, converse com um profissional. Este conteúdo é informativo e não é recomendação de investimento. Fonte: Money Times

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O dólar começou a segunda-feira (26) em forte alta. Veja o que aconteceu e o que dizem os analistas.

Quanto o dólar abriu hoje?

O dólar à vista abriu a R$ 5,4247, uma alta de 8,64%. Na sexta (23/10), ele tinha fechado a R$ 4,9931.

Em outras palavras, a moeda americana ficou cerca de 43 centavos mais cara em uma noite.

Por que o dólar disparou?

O motivo principal foi o resultado da eleição. Lula (PT) venceu o 2º turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença foi de mais de 4,3 milhões de votos.

O resultado também contrariou as expectativas. As pesquisas indicavam outro cenário, e Flávio tinha vencido o 1º turno por 2,2 milhões de votos. Segundo o Money Times, é a primeira vez desde 1989 que quem ficou em 2º lugar no 1º turno vence a disputa final.

Quando o mercado é pego de surpresa, ele reprecifica tudo de uma vez. É isso que explica a força do movimento.

B3 ampliou o limite de oscilação

Para evitar saltos ainda maiores, a B3 mudou as regras do pregão de hoje. O limite máximo de alta nos contratos futuros de dólar e mini dólar passou de 6% para 12%. A mudança vale só para hoje.

Isso significa que os contratos podem subir mais antes de serem interrompidos.

O que dizem os analistas

  • Chris Turner (ING): a alta de 5% a 7% na abertura não surpreende, e ele via o dólar entre R$ 5,20 e R$ 5,25. Ele cita as contas públicas como ponto fraco, com déficit de 7% a 8% do PIB e dívida líquida de cerca de 70% do PIB.
  • Ágora Investimentos: o Banco Central pode atuar no câmbio. A escolha da equipe econômica e os primeiros sinais sobre as contas públicas devem definir quanto tempo e quão forte será a aversão ao risco.
  • Wells Fargo: previa dólar a R$ 5,30 com a reeleição, mas vê fatores externos e o carry trade (ganho com a diferença de juros entre países) ajudando a segurar o real.

Atenção: são projeções e opiniões, não garantias.

O que observar ao longo do dia

  1. O dólar à vista em relação à abertura de R$ 5,42.
  2. A abertura da bolsa, às 10h, e eventuais pausas no pregão.
  3. Qualquer ação do Banco Central no câmbio.
  4. Sinais do governo sobre a equipe econômica e as contas públicas.

Perguntas rápidas

O dólar vai continuar subindo?

Ninguém sabe. A abertura mostra a primeira reação, e o resto do dia pode ser diferente.

O que é circuit breaker?

É uma pausa automática nas negociações quando os preços variam demais em pouco tempo. Serve para dar tempo ao mercado de absorver a notícia.

Devo comprar dólar agora?

Essa decisão depende do seu objetivo e do seu prazo. Evite agir por impulso em dia de forte movimento e, se tiver dúvida, converse com um profissional.

Este conteúdo é informativo e não é recomendação de investimento.

Fonte: Money Times

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